Nova versão da aplicação de prescrição eletrónica “burocratiza” trabalho dos médicos, acusa SIM

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) criticou hoje a nova versão do sistema de Prescrição Eletrónica Médica (PEM), afirmando que esta vem “dificultar, atrasar e burocratizar” de “forma inaceitável” o trabalho dos médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A nova versão da aplicação de PEM, utilizada na maioria das unidades do SNS, foi implementada no final da semana passada e “pretende obrigar os médicos a preencher seis campos de posologia quando até agora a posologia era indicada de forma simples numa única linha de texto livre”, refere o SIM em comunicado.

“As aplicações informáticas devem estar ao serviço dos médicos. Não são os médicos que devem estar ao serviço das aplicações informáticas”, defende o sindicato no comunicado.

O SIM garante que “tudo irá fazer para que as alterações à PEM não burocratizem o trabalho dos médicos”, tendo já solicitado uma reunião com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

À agência Lusa, a SPMS explicou que as recentes alterações introduzidas no sistema de informação PEM “visam permitir a possibilidade de prescrição de receitas desmaterializadas com 12 meses de validade”. E acrescenta: “Para facilitar a vida aos doentes crónicos e para concretizar este objetivo tornou-se necessário a recolha de forma estruturada da informação sobre diversas posologias”.

Com esta intervenção, explica a estrutura da tutela, pretendeu-se “elevar a qualidade dos dados de todas as prescrições, substituindo-se o campo de texto livre, onde se escrevia a posologia, permitindo ao médico selecionar um conjunto de campos pré-preenchidos”.

“Apesar da simplicidade do sistema, consideramos que é sempre possível melhorá-lo, estando já marcada uma reunião entre a SPMS e o SIM que entre outros temas versará a simplificação da PEM”, adiantou à Lusa a SPMS.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: