Governo abre concurso para contratação de 220 médicos
DATA
13/08/2020 11:54:22
AUTOR
Jornal Médico
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Governo abre concurso para contratação de 220 médicos

O Governo abriu concurso para 220 médicos, a maioria (148) de especialidades hospitalares, 56 de Medicina Geral e Familiar (MGF) e 16 de Saúde Pública, segundo um despacho publicado em Diário da República.

Estes 220 postos de trabalho poderão ser preenchidos por médicos integrados na carreira especial médica e na carreira especial médica dos estabelecimentos de saúde com natureza jurídica de Entidade Pública Empresarial (EPE) integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Para a especialidade de MGF estão identificadas 17 vagas na Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), 14 na ARS do Norte, 13 na ARS do Centro, sete na ARS do Algarve e cinco na ARS do Alentejo.

Quanto às especialidades hospitalares, aquela que apresenta maior número de vagas para preencher é a Pneumologia, com 13, seguida da Ortopedia, com nove.

As especialidades de Neurologia, Ginecologia/Obstetrícia, Infeciologia, Cardiologia e Anestesiologia apresentam sete vagas cada e as de Gastroenterologia, Psiquiatria e Radiologia seis postos de trabalho para preencher.

Com cinco vagas cada surgem as especialidades de Medicina Intensiva, Oftalmologia, Oncologia Médica, Pediatria e Urologia e com quatro vagas as de Otorrinolaringologia, Medicina Interna, Medicina Física e de Reabilitação, Cirurgia Geral e Anatomia Patológica.

Há três vagas para Dermatovenerologia, as mesmas existentes para Endocrinologia, Nefrologia e Pedopsiquiatria. Com duas vagas para preencher aparecem as especialidades hospitalares de Patologia Clínica, Imuno-hemoterapia, Medicina do Trabalho e Hematologia Clínica e com uma vaga cada as especialidades de Cirurgia Cardíaca, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Torácica, Genética Médica, Imunoalergologia, Neurocirurgia, Neurorradiologia e Reumatologia.

Podem concorrer a este concurso os médicos que sejam detentores do grau de especialista, ou do grau de consultor, numa das áreas de especialização identificadas, integrados na carreira especial médica ou na carreira médica, e sejam detentores de um vínculo de emprego público por tempo indeterminado previamente constituído ou de um contrato de trabalho sem termo.

Este despacho é publicado depois de na semana passada o Governo ter publicado um outro que fixa os postos de trabalho médico (185 vagas) nas zonas geográficas do país e especialidades definidas como carenciadas. Das vagas que dão direito a incentivos aos clínicos que se fixem nestas unidades com maiores necessidades de determinadas especialidades, 41 referem-se a Medicina Geral e Familiar, 140 a especialidades hospitalares e quatro a Saúde Pública. Segundo este outro despacho, as maiores necessidades estão identificadas em zonas como o Algarve, Alentejo, nordeste transmontano e as beiras alta e interior.

Também na semana passada, foi publicado um despacho que autoriza 435 vagas para médicos de família, 216 das quais na região de LVT, 86 no Norte, 64 no Centro, 34 no Alentejo e 35 no Algarve.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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