Covid-19 e gripe: Fundação Portuguesa do Pulmão apela à vacinação e ao reforço das medidas de combate a ambas as infeções
DATA
21/08/2020 10:18:22
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Jornal Médico
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Covid-19 e gripe: Fundação Portuguesa do Pulmão apela à vacinação e ao reforço das medidas de combate a ambas as infeções

A Fundação Portuguesa do Pulmão alerta para a necessidade de se reforçarem, a breve trecho, as medidas de combate à infeção pelo SARS-CoV-2 e pelo influenza, justificando que “não se apresenta consolidada, nem em Portugal, nem a nível mundial, a situação epidemiológica da pandemia de Covid-19, sendo expetável um aumento significativo do número de casos de infeção pelo SARS-CoV-2, na sequência da época fria que se aproxima e da nova fase da vida social, com o início da escolaridade e a abertura de outras atividades”.

Numa nota enviada ao nosso jornal, a FPP lembra, ainda, que “avizinha-se a época gripal, com a circulação conjunta do coronavírus e dos vírus influenza”, o que, no entender da estrutura, é “motivo acrescido de preocupação, em virtude do desconhecimento que existe acerca das eventuais implicações desta situação invulgar”.

Assim sendo, a FPP aconselha que “se acentuem as medidas de combate a ambas a infeções e relativamente à gripe a vacina perfila-se como uma importante arma preventiva”. 

À cabeça, na lista de recomendações da FPP, aparece a chamada de  atenção da FPP “para a necessidade de se melhorarem as atitudes comportamentais preventivas comuns a ambas as infeções: etiqueta respiratória, desinfeção das mãos e das superfícies, distanciamento social e utilização de máscara em todos os espaços públicos, quer exteriores, quer interiores”.

Além disso, a FPP aconselha “veementemente todas as pessoas vulneráveis ou com indicação para a vacinação – de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) – a vacinarem-se contra a gripe” e considera que “o número de vacinas previstas para o nosso país é insuficiente”: dois milhões de doses para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e 500 mil para a rede de farmácias. “Se contabilizarmos apenas as pessoas com idade superior a 65 anos – com indicação formal para serem vacinadas – o seu número é superior a 2,2 milhões. Restam ainda os numerosos grupos de pessoas vulneráveis ou com indicação para a vacinação”, pode ler-se no comunicado. Assim, a FPP aconselha as autoridades de Saúde a assegurar um número substancialmente mais elevado de vacinas.

A FPP recomenda, ainda, que as autoridades da Saúde definam “metas de vacinação mais ambiciosas e a incentivem a vacinação através de campanhas dirigidas a todos os grupos-alvo”, justificando que “este ano é muito importante que fique o menor número possível de doentes por vacinar”. Com o objetivo que a campanha de vacinação decorra “sem atropelos – atendendo à previsibilidade de uma intensa procura” –, a FPP aconselha a que “o início da mesma seja antecipado e que comece logo no início do mês de outubro”. Ainda a este respeito, a FPP advoga que “a Rede Nacional de Farmácias deveria ter um papel mais ativo na administração da vacina aos utentes do SNS (como algumas experiências comunitárias têm demonstrado), permitindo que os seus serviços possam desempenhar tarefas mais complexas, mais exigentes e urgentes”.

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Editorial | Jornal Médico
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