Covid-19: "Fechar escolas deve ser última medida a adotar", afirma o centro europeu de doenças
DATA
02/09/2020 16:49:37
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Jornal Médico
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Covid-19: "Fechar escolas deve ser última medida a adotar", afirma o centro europeu de doenças
A diretora do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) defendeu hoje que o encerramento das escolas na Europa devido à covid-19 deve ser “a última medida a adotar”, devido ao impacto na educação das crianças.

“As escolas são uma parte essencial da sociedade e vida das crianças […] e, por isso, concluímos que fechar as escolas deve ser a última medida a adotar, se necessário”, para conter a pandemia, afirmou Andrea Ammon.

Intervindo por videoconferência na comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável destacou que, “no caso de países que reabriram as escolas mais cedo”, após o confinamento geral na Europa, “não se registaram aumentos nos contágios” nestes estabelecimentos de ensino.

Acresce que “as crianças raramente são afetadas pelo vírus e isso manteve-se durante todos estes meses” de covid-19 na Europa, acrescentou Andrea Ammon, ilustrando que “menos de 5% das pessoas infetadas têm menos de 18 anos”.

“As crianças têm sintomas mais leves e […] menos hospitalizações”, reforçou a especialista.

Por outro lado, continuou a responsável, “houve exemplos de que fechar as escolas [como medida de contenção] teve impacto na educação e nas capacidades das crianças”, observou Andrea Ammon.

Ainda assim, a responsável admitiu ser “difícil avaliar a contribuição real do encerramento das escolas para a redução” das infeções, sendo ainda “inconclusivo dizer se é útil ou não, do ponto de vista da propagação, fechar as escolas”.

Para evitar focos de infeção, Andrea Ammon frisou que “as escolas não podem abrir como dantes”, devendo agora “seguir medidas como o distanciamento físico, a higiene das mãos, o fim de aglomerados e a introdução de horários rotativos”.

“É preciso colocar medidas em prática para reduzir a transmissão”, insistiu, reconhecendo, porém, que “isso vai sempre depender da situação local e do espaço existente”.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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