Estudo propõe novas técnicas para melhorar diagnóstico de leucemias agudas
DATA
04/09/2020 10:35:56
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Jornal Médico
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Estudo propõe novas técnicas para melhorar diagnóstico de leucemias agudas

Um investigador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) propõe, num estudo, a utilização de técnicas de processamento de imagem e de ‘machine learning’ para melhorar o diagnóstico precoce em dois tipos de leucemia aguda.

Numa nota publicada no site da Universidade do Porto, o gabinete de comunicação da FEUP avança que o artigo, desenvolvido juntamente com uma equipa de investigadores da Universidade Federal do Piauní, no Brasil, focou-se na melhoria do diagnóstico precoce da Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e da Leucemia Mieloide Aguda (LMA).

Através de mecanismos de deteção automática, nomeadamente, técnicas de processamento de imagem e de ‘machine learning’, os investigadores acreditam que é possível auxiliar os especialistas a obterem um diagnóstico precoce das patologias.

Citado na nota, o investigador da FEUP, João Tavares, afirma que os tratamentos da Leucemia Linfoide Aguda e da Leucemia Mieloide Aguda são “diferenciados” e que o diagnóstico precoce destas patologias “auxilia na sobrevida” dos doentes.

“Existem sistemas computacionais que providenciam um diagnostico auxiliar e eficaz para os especialistas. Através de imagens de exames, esses sistemas utilizam técnicas de processamento de imagem e ‘machine learning’ para auxiliar os especialistas”, refere o investigador.

O investigador acrescenta ainda que estes dois tipos de leucemia aguda necessitam de um diagnóstico “em estágios iniciais da doença” por forma a “proporcionar um tratamento adequado” ao doente.

“O objetivo deste trabalho foi realizar a deteção automática dos tipos de leucemia aguda a partir de imagens de laminas de sangue”, esclarece João Tavares, cujo trabalho foi distinguido com uma Menção Honrosa pela International Conference on Systems, Signals and Image Processing.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.