Covid-19: OMS precisa de cerca de 30 mil milhões de euros para combater o vírus
DATA
11/09/2020 11:15:07
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Jornal Médico
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Covid-19: OMS precisa de cerca de 30 mil milhões de euros para combater o vírus
A Organização Mundial da Saúde (OMS) precisa de aproximadamente 30 mil milhões de euros para os seus programas de desenvolvimento e distribuição de vacinas, tratamentos e diagnósticos contra a Covid-19, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres, adiantando que “em quatro meses, ainda só conseguiu arrecadar cerca de 2.500 milhões de euros”.

Como tal, defende o responsável, “precisamos dar um passo gigantesco em termos de financiamento”, nos próximos três meses, “para não perder a janela de oportunidade e potenciar o uso das novas vacinas” contra a Covid-19 que venham a ter sucesso.

O dinheiro necessário "não vai ser encontrado na tradicional ajuda ao desenvolvimento oficial e é preciso procurar doadores em todos os campos", disse o secretário-geral da ONU.

Guterres participou por videoconferência na reunião do conselho do programa ACT Accelerator, criado em maio pela OMS para financiar investigações sobre ferramentas médicas contra a pandemia e, posteriormente, distribuí-las em países sem poder aquisitivo para comprá-las em grandes quantidades.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, também participaram no evento em que a frase mais repetida foi "ninguém estará a salvo até que todos estejamos", aludindo a que, se a pandemia não for interrompida nos países em desenvolvimento, poderá retornar aos desenvolvidos, mesmo quando houver vacinas e melhores terapias.

Guterres disse que a pandemia "é a principal ameaça atual à segurança global", mas ainda não é tarde para a comunidade internacional unir forças para acelerar a investigação de vacinas, testes e tratamentos contra o novo coronavírus nos próximos 12 meses.

“Vamos ser claros: não existe uma panaceia para esta pandemia, não conseguiremos resolver esta crise a curto prazo, mas a vacina deve ser um bem de saúde pública acessível a todos porque a Covid-19 não respeita fronteiras”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas.

Por sua vez, Tedros advertiu que "certos nacionalismos podem comprometer os avanços alcançados e dificultar o fim desta pandemia", pelo que reiterou o apelo à unidade à escala global para "aumentar a capacidade geral de investigação de vacinas, tratamentos e diagnósticos para que isso salva vidas".

A presidente da CE acrescentou que 95 por cento da população mundial continua em risco de pandemia e "os países em desenvolvimento são especialmente vulneráveis". Ursula Von der Leyen lembrou a posição europeia de que as vacinas descobertas contra a Covid-19 devem ser consideradas um bem comum da humanidade para que o acesso seja facilitado a todas as populações, ricas e pobres.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 904 mil mortos e quase 28 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, de acordo com um balanço feito pela agência francesa AFP.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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