Economia e saúde são as principais preocupações dos consumidores, segundo estudo
DATA
15/09/2020 09:26:55
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Jornal Médico
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Economia e saúde são as principais preocupações dos consumidores, segundo estudo

A confiança dos consumidores em Portugal caiu no segundo trimestre e ficou abaixo da média dos consumidores europeus, destacando-se a economia e a saúde como as principais preocupações dos inquiridos, segundo um estudo hoje divulgado.

O estudo “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey”, feito em colaboração com a consultora Nielsen, indica que “o grau de confiança registado entre os consumidores portugueses registou uma quebra de 31 pontos no segundo trimestre [ficando em 63 pontos] em comparação com período homólogo", um valor abaixo da média europeia (74 pontos).

De acordo com o comunicado divulgado, apesar de a tendência de quebra se verificar nos países europeus mais próximos, “em Portugal esta diminuição é especialmente notória”.

As maiores preocupações dos consumidores portugueses no segundo trimestre foram a economia (referida por 47% dos inquiridos) e a saúde (46%).

“O valor alcançado para o fator saúde atinge neste período uma marca histórica, evidenciando o efeito e os novos receios associados à pandemia da covid-19” (a preocupação com a saúde era referida por 30% dos inquiridos no trimestre anterior), segundo as conclusões do estudo.

O emprego aparece como a terceira preocupação.

Já o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal não aparece no pódio das preocupações, enquanto no primeiro trimestre do ano ocupava a segunda posição.

Ainda segundo o estudo, 80% dos inquiridos estão pessimistas quanto ao emprego e cerca de 70% não têm perspetivas positivas sobre as suas finanças pessoais.

"Em linha com este sentimento, 77% dos consumidores portugueses afirmaram terem alterado no último ano os seus gastos para economizar nas despesas domésticas, sendo as principais medidas de poupança em roupa (54%), entretenimento fora de casa (54%), gás e eletricidade (43%), uso do automóvel (40%), pedido de refeições 'take-away' (39%) e férias anuais (37%)", indica o estudo.

Já os bens de grande consumo (categoria que junta alimentação, produtos de limpeza e higiene pessoal) apresentaram um crescimento de 8,2% no segundo trimestre.

De acordo com a informação enviada à Lusa, o estudo hoje divulgado tem por base duas fontes, o relatório "Growth Reporter" da Nielsen (que compara as dinâmicas de mercado no setor dos bens de grande consumo na Europa, através de vendas nos canais hipermercados, supermercados e livres serviços) e o inquérito "The Conference Board® Global Consumer Confidence Survey", feito em colaboração com a Nielsen, que recolhe respostas ‘online’ de mais de 30.000 consumidores em 64 mercados de todo o mundo. Em Portugal, a amostra tem 500 inquiridos.

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Editorial | Jornal Médico
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