Covid-19: OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa
DATA
16/09/2020 11:26:37
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Jornal Médico
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Covid-19: OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a Europa entrou num momento decisivo no combate à covid-19 com o aumento do número de casos, o início do ano letivo e a chegada em breve do outono.

Numa teleconferência de imprensa, o diretor da unidade de Situações de Emergência da OMS, Michael Ryan defendeu estar na altura de parar de “perseguir quimeras” e tomar decisões duras para proteger os mais vulneráveis e manter os jovens na escola, mesmo que isso signifique fazer sacrifícios.

“A Europa está a entrar numa estação em que as pessoas regressam aos espaços interiores. A pressão da infeção vai aumentar”, afirmou.

Segundo defendeu Michael Ryan, os europeus terão de fazer compromissos para manter os mais jovens e os mais velhos na vida social e a única maneira de o conseguirem “é os adultos manterem uma distância que consiga diminuir o contágio”.

“O que é que é mais importante: o regresso dos nossos filhos às aulas ou a abertura de discotecas e bares?”, questionou.

A OMS registou na sexta-feira um número recorde de novos casos num único dia, com 53.873 novos infetados.

Maria Van Kerkhove, responsável pela gestão da Covid-19 na OMS, estimou que o aumento de casos na Europa se deveu, em parte, ao aumento da capacidade de testes e de vigilância. No entanto, “este ressurgimento está a atingir níveis mais altos do que os que vimos em abril e maio”, disse.

“É uma tendência preocupante que não podemos negar”, advertiu na mesma conferência de imprensa realizada pela OMS, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a propósito do regresso das crianças à escola.

Os dois responsáveis da OMS publicaram um guia atualizado de medidas de saúde para combater a covid-19 nas escolas.

“Não existe o risco zero”, sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mas as pessoas com menos de 20 anos representam menos de 10% dos casos e menos de 0,2% das mortes.

As escolas só deveriam ser fechadas “como último recurso” e em áreas de transmissão muito alta do coronavírus, considerou, referindo, no entanto, que, apesar de existir hoje uma imagem mais clara de como o novo coronavírus afeta as crianças, há muitas perguntas que continuam sem resposta.

Por seu lado, a diretora da Unesco, Audrey Azoulay, enfatizou que metade dos jovens em idade escolar em todo o mundo ainda não voltou às escolas e que 11 milhões de meninas correm o risco de nunca mais voltar.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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