OM preocupada com atrasos na colocação de novos médicos de família
DATA
17/09/2020 10:55:28
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Jornal Médico
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OM preocupada com atrasos na colocação de novos médicos de família

A Ordem dos Médicos (OM) alerta para o facto de, mais de um mês depois de ter sido lançado um concurso para a colocação de 365 novos médicos de família (MF), estes especialistas ainda não estão no ativo.

Tendo em conta “a grande carência de MF que existe no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o facto de muitos destes médicos continuarem a ser desviados para o acompanhamento da pandemia, sem possibilidade de se assegurar resposta aos outros doentes”, a OM veio hoje, em comunicado enviado Às redações, mostrar a sua preocupação com esta situação.

“Já passou cerca de um mês desde a data limite para os novos MF se candidatarem aos seus postos de trabalho. Tiveram apenas cinco dias para apresentarem as suas candidaturas, precisamente pela urgência. No entanto, incompreensivelmente, o concurso fechou e estes profissionais ainda não foram colocados nos seus lugares”, explica o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

“Os cuidados de saúde primários (CSP) são essenciais e tendo em consideração que ainda há mais de 700 mil portugueses sem MF, estas contratações são particularmente importantes”, adianta, na nota, o responsável.

“Convém lembrar que muitos doentes continuam a não conseguir consulta com os seus MF, pois a tutela mantém a opção de os desviar para as Áreas Dedicadas à Covid-19, para o Trace COVID e para o StayAway COVID, entre outras tarefas, como o apoio aos lares”, sublinha Miguel Guimarães, acrescentando que “com a aproximação do inverno e de uma segunda vaga, é urgente que o Ministério da Saúde redesenhe a sua estratégia para deixarmos de ter tantas barreiras no acesso aos centros de saúde”.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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