Covid-19: Há mais recuperados do que apontam os dados oficiais, afirma DGS
DATA
22/09/2020 09:27:46
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Jornal Médico
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Covid-19: Há mais recuperados do que apontam os dados oficiais, afirma DGS

A diretora-geral da Saúde admitiu ontem que o número de doentes recuperados de Covid-19 é superior ao apontado pelos dados oficiais, disponibilizados no boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS), por atrasos na notificação.

“Sabemos que há mais recuperados do que aqueles que, oficialmente, estão a ser notificados como recuperados”, respondeu Graça Freitas durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia da Covid-19.

De acordo com os últimos dados, nas últimas 24 horas 140 doentes recuperaram, pelo que 45.736 pessoas já superaram da infeção desde o início da pandemia em Portugal. No entanto, o número real será superior.

O balanço diário da DGS é feito com base no reporte dos médicos no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) que, segundo a diretora-geral, poderá não estar a acontecer de forma tão atualizada como seria ideal.

“À medida que os casos são mais jovens, com menos sintomas, e que vão surgindo mais novos casos, a prioridade está a ser dada para tratar os novos casos e, se calhar, menos para registar os recuperados”, explicou Graça Freitas.

No entanto, nos próximos dias a DGS, em colaboração com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, vai trabalhar no sentido de atualizar esses dados.

Sobre a atual situação epidemiológica em Portugal, a diretora-geral confirmou ainda que a tendência nos novos casos registados e nos casos ativos é hoje diferente daquela que marcou os primeiros meses da pandemia em Portugal, altura em que a Covid-19 incidia, sobretudo, na população mais velha.

“No início tínhamos mais casos idosos e, portanto, tínhamos uma maior percentagem de casos em internamento, de casos em unidades de cuidados intensivos e também de letalidade. Com o evoluir da epidemia, esta tendência sofreu uma alteração”, referiu.

Nas últimas 24 horas, apenas 11% dos novos casos confirmados tinha mais de 70 anos, exemplificou Graça Freitas, explicando que este número está relacionado, sobretudo, com o padrão de transmissão, mas também com uma maior proteção dos mais velhos.

Na mesma conferência de imprensa, a diretora-geral foi questionada sobre como as pessoas notificadas pela aplicação de rastreio ‘StayAway Covid’ devem proceder, e explicou que a primeira coisa a fazer é entrar em contacto com a linha de saúde SNS 24.

Depois, acrescentou, será feito um inquérito, de forma a tentar perceber se o contacto sobre o qual foi notificada terá sido prolongado e desprotegido ou casual, sendo, a partir dessa informação, classificada ou não como um contacto de alto risco, devendo ficar em isolamento profilático.

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Editorial | Jornal Médico
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