Covid-19: Seis extensões de saúde estão encerradas no distrito de Leiria
DATA
24/09/2020 15:04:52
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Jornal Médico
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Covid-19: Seis extensões de saúde estão encerradas no distrito de Leiria

Seis extensões de saúde estão encerradas no distrito de Leiria, depois de terem sido fechadas no âmbito da pandemia da Covid-19 e por motivos de férias, informaram as administrações regionais de saúde.

Seis extensões de saúde dos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Nazaré e Pombal estão encerradas há várias semanas.

Segundo a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, o Agrupamento dos Centros de Saúde Pinhal Litoral “tem vindo a diligenciar no sentido de poder reabrir o polo de Reguengo do Fetal, da Unidade de Saúde Familiar (USF) Condestável”, no concelho da Batalha, e as unidades de saúde de Barreira, em Leiria, e em Almagreira, no concelho de Pombal.

A ARS Centro revela que está prevista a reabertura do polo da Barreira da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Colipo no dia 12 de outubro.

O polo de Almagreira da UCSP Vale do Arunca tem a reabertura prevista para o dia 28 de setembro.

“Estas unidades mantiveram-se temporariamente fechadas devido ao período de férias dos profissionais”, explica a ARS Centro.

No concelho de Alcobaça, desde há seis meses que estão encerradas as extensões de saúde de Pinhal Fanheiro e Alpedriz, estando os utentes a ser seguidos, respetivamente, nas extensões de Cela e Pinhal do Rei, de acordo com a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

O mesmo se passa no concelho da Nazaré com a extensão de Famalicão, cujos utentes estão a ser reencaminhados para a Unidade Familiar de Saúde Global, no centro de saúde, na sede de concelho.

A ARSLVT esclarece que o fecho das extensões está relacionado com a pandemia, estando a “envidar esforços no sentido da sua reabertura tão breve quanto possível”.

Para o efeito, em conjunto com as câmaras municipais, estão a ser implementadas reestruturações e medidas de prevenção contra o risco de contágio da Covid-19.

“A extensão de Pinhal Fanheiro carece de uma intervenção mais profunda ao nível da reorganização dos espaços, por forma a dotá-la com condições de segurança adequadas ao atual contexto, que ainda se encontra em preparação”, acrescenta a ARSLVT.

A ARS Centro sublinha ainda que emitiu, em agosto, “orientações para as unidades funcionais dos ACeS retomarem, na íntegra, a sua carteira básica de serviços, privilegiando os mecanismos de marcação prévia, com dia e hora, de toda a atividade, apostando no atendimento telefónico dedicado, com divulgação dos contactos telefónicos e ‘e-mail’ institucional”.

“A única limitação a manter-se é o cumprimento da lotação máxima das salas de espera para poderem ser utilizadas em segurança, devendo, contudo, a porta de entrada da unidade permanecer aberta, recomendando-se aos utentes agendamentos prévios e chegada com antecedência máxima de 15 minutos antes da hora marcada”, acrescenta a ARS Centro.

Assim, informa a ARS Centro, “cada centro de saúde iniciou já a respetiva reorganização com vista ao retomar da atividade assistencial normal dentro do maior rigor pelas normas da DGS [Direção-Geral da Saúde] quanto à segurança para utentes e profissionais”.

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Editorial | Jornal Médico
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