37.º ENMGF: Qual o impacto da pandemia na formação dos internos?
DATA
30/09/2020 12:13:01
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Jornal Médico
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37.º ENMGF: Qual o impacto da pandemia na formação dos internos?
A pandemia da Covid-19 teve um profundo impacto na prestação de cuidados de saúde e exigiu várias alterações e adaptações ao nível do Internato Médico de Medicina Geral e Familiar (MGF).

Com múltiplas questões e dúvidas em aberto, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) decidiu incluir no seu Encontro Nacional uma sessão virtual de debate no sentido de se partilharem as diferentes realidades nacionais a este nível, com vista à busca de soluções.

Será o Programa de Internato alvo de alterações? As épocas de avaliação manter-se-ão? Estará a qualidade dos estágios garantida durante o período da pandemia? Estas foram algumas das interrogações abordadas na sessão, moderada por Vera Pires Silva, médica de família na USF Colina de Odivelas e membro do Departamento de Internos e Jovens Médicos de Família da APMGF.

Para a médica de família e presidente do Colégio de Especialidade de MGF da Ordem Médicos, Isabel Santos, “vivemos um momento de oportunidade e de aprendizagem”. Questionada se está previsto algum adiamento da avaliação final de Internato, a responsável esclareceu que essa decisão “passa pelo Conselho Nacional do Internato Médico (CNIM) e não pelo Colégio da especialidade. De qualquer forma, não existe nenhuma proposta formal nesse sentido, nem se antevê, para já, essa necessidade”.

De uma forma geral, apesar de todos os constrangimentos impostos pela Covid-19 na formação, a maioria dos internos de MGF acredita que a pandemia trouxe desafios cuja superação permitiu oportunidades únicas de aprendizagem e aquisição de novas competências.

“Tivemos que desenvolver novas capacidades e de reinventar a relação médico-doente, de forma a garantir a resolução de problemas e a acessibilidade dos nossos utentes aos cuidados”, revelou Carlos Cardoso, interno do 4.º de MGF na USF Condeixa, lembrando que estas seriam competências que provavelmente não iria adquirir num contexto normal de formação.

A ideia de que os internos foram uma peça central em todo este processo de adaptação à realidade pandémica foi partilhada pela coordenadora do Internato de MGF e presidente da CRIMNorte, Maria da Luz Loureiro. “Sem os internos, não teríamos respondido tão bem, enquanto MGF, às necessidades dos doentes. Com grande altruísmo e profissionalismo, os internos de MGF salvaram muitas das tarefas e acredito que tenham ficado muito mais treinados”, sublinhou a responsável.

O artigo pode ser lido na íntegra já na próxima edição impressa do Jornal Médico.

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Editorial | Nuno Jacinto
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