37.º ENMGF: “É impensável fazer Medicina no séc. XXI sem informação científica”, diz Vaz Carneiro
DATA
02/10/2020 12:02:46
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Jornal Médico
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37.º ENMGF: “É impensável fazer Medicina no séc. XXI sem informação científica”, diz Vaz Carneiro

Depois de mais de uma década a proporcionar evidência clínica de elevada qualidade aos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF), a tradicional sessão das 10 Evidências Clinicamente Relevantes para os Cuidados de Saúde Primários – apresentada anualmente pelo Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) no âmbito do Encontro Nacional de MGF – chegou, ontem, à sua última edição.

Porém, este “casamento” entre CEMBE e Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), não vai ficar por aqui. “Já temos na calha uma outra ideia de projeto em conjunto, de forma a dar continuidade a esta parceria”, garantiu António Vaz Carneiro.

O coordenador do CEMBE lembrou o desiderato na génese deste projeto: “filtrar evidência que, pela sua qualidade e aplicabilidade na prática clínica, são essenciais para a MGF”. Até porque, sublinhou, “é impensável fazer Medicina no séc. XXI sem informação científica”.

Neste ano, a sessão – que contou com a moderação do médico de família da USF Aveiro/Aradas Tiago Maricoto e pela primeira vez se realizou em formato online – abordou áreas desde a Cardiologia às novas tecnologias em Saúde, passando pela Nutrição, Oncologia, Gastrenterologia, Medicina Preventiva e, ainda, Patologia Clínica. De acordo com o levantamento do CEMBE, as evidências de 2019 mais relevantes para a MGF tocam em tópicos de interesse atual, tais como: evidência sobre laticínios; (in)utilidade do adoçante, do índice de massa corporal (IMC) e dos check-ups; dúvidas sobre o PSA no rastreio do cancro da próstata, sobre estatinas e sobre a avaliação de resultados de hemogramas; guidelines no tratamento de NASH e mudanças no rastreio do CCR; avaliação da utilização de gadgets tecnológicos moderno como contributo para a medicina baseada na evidência.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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