“Os centros de saúde não estão fechados”: APMGF defende-se das críticas de que tem sido alvo
DATA
06/10/2020 13:44:51
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Jornal Médico
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“Os centros de saúde não estão fechados”: APMGF defende-se das críticas de que tem sido alvo
A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar [APMGF] afirmou, em comunicado enviado à imprensa, que as unidades de saúde não se encontram fechadas, contrariamente à informação que tem sido difundida.

“Os médicos de família estiveram, estão e continuarão a estar na primeira linha do combate a esta pandemia e por isso reorganizaram toda a sua atividade de forma a dar resposta à miríade de novas solicitações com que foram confrontados. Isto sem ter havido qualquer investimento suplementar nos centros de saúde, como foi anunciado recentemente para os hospitais do SNS [Sistema Nacional de Saúde]”, pode ler-se no comunicado.

A APMGF afirma que os médicos de família viram as suas rotinas de trabalho serem alteradas, de forma a prestar os cuidados à crescente população que deles necessitou e continua a necessitar, “Os médicos de família têm procurado através destas vias alternativas recuperar as consultas que foram sendo desmarcadas ao longo dos últimos meses, garantindo o atendimento presencial sempre que tal é absolutamente necessário”.

De forma a atender o maior número possível de doentes, tendo em conta a “evidente escassez de recursos humanos, de equipamentos e de recursos materiais”, os médicos de família afirmam que se empenharam em “encontrar alternativas válidas ao atendimento presencial, nomeadamente através do recurso ao telefone, videoconferência ou correio eletrónico”.

“Os médicos de família dão ainda apoio a situações de surtos em ERPI’s [Estruturas Residenciais para Idosos], realizam incontáveis contactos telefónicos com os seus utentes, respondem a dezenas de e-mails por dia, garantem a resposta à doença aguda e a vigilância de grupos de risco”, afirmam em comunicado.

A direção nacional da APMGF afirma ainda que “Urge implementar medidas de simplificação e abolição de atos administrativos desnecessários ou dispensáveis no contexto de pandemia e de estado de contingência, de modo a permitir que os médicos de família tenham tempo para realizar a sua principal missão: promover e cuidar da saúde dos seus utentes, em todas as suas dimensões”.

Em nota final a APMGF afirmou ainda que “solicitou audiência à Senhora Ministra da Saúde no passado dia 7 de setembro para abordar todas as dificuldades sentidas nos centros de saúde” e que “Até à data não obtivemos resposta a este pedido, pelo que nos mantemos apreensivos quanto às condições de acessibilidade a cuidados de saúde”.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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