Covid-19: Taxa de ocupação em enfermaria mais alta no Norte (76%), afirma o Governo
DATA
22/10/2020 15:01:10
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Jornal Médico
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Covid-19: Taxa de ocupação em enfermaria mais alta no Norte (76%), afirma o Governo
A taxa de ocupação de camas em enfermaria para doentes com Covid-19 é de 72% a nível nacional, registando-se no Norte o valor mais elevado (76%), disse ontem o secretário de Estado da Saúde.

“Nas camas de Cuidados Intensivos dedicadas a Covid-19 registamos uma taxa de ocupação de 71%, com mais uma vez o valor mais alto a ser registado na Administração Regional de Saúde do Norte (76%)”, acrescentou Diogo Serras Lopes, em conferência de imprensa.

A taxa de letalidade global por Covid-19 situa-se atualmente em 2,1%, enquanto acima dos 70 anos é de 11,7%, referiu o governante, para quem o momento é “grande preocupação” com a evolução da pandemia.

“O aumento de casos verificado nas últimas semanas coloca, e continuará a colocar, uma pressão significativa sobre todo o sistema de saúde e, em particular nesta fase, sobre a saúde pública”, afirmou Diogo Serras Lopes, durante a conferência de imprensa destinada a atualizar a informação relativa à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

O secretário de Estado indicou que face aos valores registados em abril, se verificam “menores incidências proporcionais” de internamento em enfermaria e também em Unidades de Cuidados Intensivos, bem como uma diminuição do tempo médio de internamento, relativamente a abril e maio.

Passados sete meses sobre os primeiros casos registados em Portugal, o governo considera que o sistema de saúde está mais bem preparado, quer ao nível do reforço de profissionais (mais de 5.000) e de equipamento, quer na elaboração do plano outono/inverno, cuja versão consolidada deverá estar disponível no final da semana.

O Serviço Nacional de Saúde, garantiu, está preparado para continuar a expandir a ofertas de camas de enfermaria e de Unidades de Cuidados Intensivos para doente com Covid-19.

“A serenidade é, especialmente em momentos de crise, essencial para que a resposta que estamos a dar seja a melhor possível, perante a incerteza e a preocupação que todos sentimos”, defendeu o secretário de Estado.

Distanciar, lavar as mãos e usar máscara continuam a ser as três regras essenciais na prevenção da doença.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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