Covid-19: Quase 86% das camas de enfermaria e 76,5% de cuidados intensivos ocupadas na região LVT
DATA
23/10/2020 11:08:37
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Jornal Médico
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Covid-19: Quase 86% das camas de enfermaria e 76,5% de cuidados intensivos ocupadas na região LVT
Quase 86% das camas de enfermaria para Covid-19 e 76,5% das camas de cuidados intensivos na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) estão ocupadas, avançou à Lusa o presidente da ARS, assegurando que ainda há “margem de progressão”.

Segundo o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Pisco, a generalidade dos hospitais da região estão no nível um do plano de contingência para a Covid-19.

“Das 563 camas que temos de enfermaria para Covid-19, 483 estão ocupadas, o que representa quase 86%. É um número elevado e temos de pensar com alguma brevidade em elevar para o nível 2, provavelmente, na generalidade dos hospitais”, disse Luís Pisco.

Relativamente aos cuidados intensivos, os números de ocupação “estão melhores”, disse. Em 102 camas, estão ocupadas 78, o que representa 76,5%.

“São números com que ninguém pode ficar, obviamente, completamente tranquilo, mas há aqui uma margem de expansão”, afirmou, sublinhando que “se as coisas correrem mal” pode chegar-se às 917 camas de enfermaria para Covid-19 e às 185 camas para cuidados intensivos, mas disse esperar que “não seja necessário”.

Os hospitais com mais doentes internados são o Beatriz Ângelo, em Loures, o Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) e o Centro Hospitalar Lisboa Central, que engloba, entre outros, o S. José, o Curry Cabral e o Dona Estefânia.

De acordo com Luís Pisco, apenas o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, que integra os hospitais São Francisco Xavier e Egas Moniz, é que está no nível dois do plano de contingência para a Covid-19.

Sobre as medidas aprovadas hoje em Conselho de Ministros, entre as quais, a proibição de circulação entre diferentes concelhos entre 30 de outubro e 3 de novembro, Luís Pisco considerou que são “muito positivas”.

“Não é por acaso que a região de Lisboa e o Norte do país são os que têm mais casos, porque são os que têm mais população que tem que se movimentar para trabalhar, para fazer a sua vida e, portanto, a probabilidade de contágio aumenta muito”, referiu.

Luís Pisco observou que muitos dos contágios acontecem em festas e encontros familiares porque “as pessoas perderam um certo medo que tiveram logo no início” da pandemia.

“Todos nós compreendemos o desespero das pessoas, mas de facto é um comportamento perigoso e hoje em dia, provavelmente, o instrumento mais poderoso que temos ao nosso dispor é as pessoas compreenderem as recomendações que têm sido feitas pelas autoridades e pelo Governo”, sublinhou, apontando o distanciamento social e o uso de máscara como “mecanismos muito eficazes”.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: