Covid-19: Ministério da Saúde prevê concurso para mais 46 intensivistas no início de 2021
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27/10/2020 15:16:21
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Jornal Médico
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Covid-19: Ministério da Saúde prevê concurso para mais 46 intensivistas no início de 2021
O Ministério da Saúde prevê abrir um concurso com 46 vagas para médicos intensivistas no início de 2021, para aumentar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia de Covid-19, anunciou ontem Marta Temido.

“Saliento a abertura de um concurso para 48 médicos intensivistas em outubro e a previsão de um novo concurso para 46 médicos intensivistas no início do ano que vem. Por que é que não os abrimos todos ao mesmo tempo? Porque não é possível fazer com qualidade a formação destes dois grupos simultaneamente. Vai ser uma formação específica, uma repetição dos antigos ciclos de estudos especiais em medicina intensiva e este é o compromisso possível para garantir uma formação de qualidade”, afirmou a ministra da Saúde em conferência de imprensa.

A necessidade de mais médicos de Medicina Intensiva foi evidenciada com a pandemia de Covid-19, onde estes profissionais têm estado na linha da frente nos hospitais no combate à doença que já causou 2.343 mortos em Portugal. O novo concurso para início de 2021 sucede a outro já lançado este mês e publicado em despacho em Diário da República que previa a contratação de 48 intensivistas até ao final deste ano.

A medicina intensiva é uma área sistémica e diferenciada das ciências médicas que aborda especificamente a prevenção, diagnóstico e tratamento de situações de doença aguda potencialmente reversíveis, em doentes que apresentam falência de uma ou mais funções vitais.

Sem deixar de enaltecer o aumento de efetivos no SNS entre o final do ano passado e setembro de 2020, com mais 5.459 profissionais, dos quais 548 médicos, Marta Temido reconheceu, porém, que os números são inflacionados à custa de internos e que a pandemia significou uma quebra na dimensão dos médicos especialistas.

“Quando olhamos para os especialistas, o total de médicos ressente-se daquilo que foi o atraso na conclusão da realização dos concursos para a colocação de recém-especialistas. Desde 31 de dezembro de 2019 a setembro de 2020 temos um decréscimo de 323 especialistas, que esperamos compensar com os concursos atualmente a correr: 911 vagas para especialista hospitalar, 39 para médico de saúde pública e 435 para médico de medicina geral e familiar”, frisou.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
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Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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