Covid-19: Governo insiste em equilíbrio nas medidas de combate à pandemia
DATA
29/10/2020 09:48:26
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Jornal Médico
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Covid-19: Governo insiste em equilíbrio nas medidas de combate à pandemia
O secretário de Estado e Adjunto da Saúde insistiu hoje na importância de um equilíbrio no combate à pandemia de Covid-19 entre as medidas de saúde pública necessárias e a manutenção da “normalidade possível”.

“Todas as medidas que forem tomadas serão no sentido de equilibrar e conciliar aquilo que são as melhores medidas de saúde pública com aquilo que é a normalidade possível da atividade e da vida social e económica”, afirmou António Lacerda Sales durante a conferência de imprensa de atualização sobre a pandemia em Portugal.

Questionado se resposta à evolução recente da situação epidemiológica, o secretário de Estado reconheceu que o aumento de novos casos diários poderá levar à sobrecarga dos serviços de saúde, mas recordou as medidas de reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Temos feito tudo aquilo que está ao nosso alcance para que possamos reforçar o SNS. Ao longo das últimas semanas temos adotado medidas reforçadas de contenção da pandemia e continuaremos a fazê-lo”, afirmou o governante.

António Lacerda Sales aproveitava também para comentar o alerta do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que assinalou hoje o aumento nos internamentos em Portugal devido à Covid-19, avisando que este poderá apenas "o início" se as autoridades portuguesas não atuarem para conter o vírus.

“Claro que acompanhamos as preocupações do ECDC”, assegurou o secretário de Estado, sublinhando que as medidas do Governo têm em conta as recomendações de todos os organismos.

Durante a conferência de imprensa, Lacerda Sales falou também sobre o plano de outono-inverno, sublinhando que “apesar de ainda não estar consolidado, já está a ser operacionalizado”.

Essa operacionalização acontece, por exemplo, através do reforço das estruturas de saúde pública, dos recursos humanos, da capacidade de testagem, da reserva estratégica (no âmbito do qual vão ser distribuídos dois milhões de luvas e batas na próxima semana), do aumento das doses de vacinação contra a gripe e da colaboração com o setor privado.

Sobre a colaboração com os hospitais privados, o secretário de Estado insistiu que é algo que acontece desde o início da pandemia e que continuará a acontecer, podendo vir a ser intensificada, mas priorizando sempre o SNS.

“Utilizaremos os privados de acordo com o levantamento das necessidades, depois de utilizarmos prioritariamente o SNS”, reforçou.

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Editorial | Jornal Médico
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