FNAM acusa Marta Temido de omitir dados sobre contrações para o SNS
DATA
09/11/2020 11:54:01
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Jornal Médico
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FNAM acusa Marta Temido de omitir dados sobre contrações para o SNS

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considera que a ministra da Saúde omitiu dados sobre a contração de profissionais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), na recente discussão do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) no Parlamento, advogando que as vagas não foram todas preenchidas.

Em comunicado enviado às redações, a FNAM refere que Marta Temido afirmou que foram contratados 287 médicos de família (MF) para o SNS, tendo, “omitido quantos mais poderiam ter sido contratados no último procedimento concursal”.

Segundo a estrutura sindical, “houve 435 vagas a concurso, ou seja, mais 50% que os médicos que acabaram por ser colocados”, e, caso fossem preenchidas, permitiria que mais de 230 mil utentes tivessem, neste momento, MF atribuído.

“Trata-se de um resultado que só pode ser qualificado como uma desilusão. Ficam também por referir as centenas de médicos de família que se reformam em 2020, que provavelmente colocam o balanço anual em terreno negativo”, refere a FNAM, acrescentando que “aventar números de forma avulsa e descontextualizada não é sério”.

Aquele sindicato médico defende um investimento direto em condições de trabalho adequadas para os médicos do SNS, sob pena de se continuar a assistir a uma “lamentável perda de profissionais, formados no SNS e altamente qualificados”.

Na passada quinta-feira, no Parlamento, a governante referiu que a contratação de 287 especialistas de Medicina Geral e Familiar vai permitir que mais 341 mil portugueses passem a ter médico de família. Marta Temido lembrou que o orçamento do SNS aumenta 1.210 milhões de euros face ao planeamento inicial de 2020.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
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Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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