Pneumonia, número de mortes e a importância da vacinação
DATA
12/11/2020 10:11:25
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Jornal Médico
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Pneumonia, número de mortes e a importância da vacinação

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a pneumonia mata uma média de 16 pessoas num dia, ou seja, uma pessoa a cada 90 minutos. No Dia Mundial da Pneumonia, hoje assinalado, o MOVA (Movimento Doentes Pela Vacinação) reforça a importância da imunização, na redução do número de infetados e consequentes mortes em Portugal.

O MOVA sublinha que a pneumonia pode deixar sequelas irreversíveis, ou mesmo levar à morte em alguns dos casos. Só em 2018, foi responsável por 43,4% das mortes por doenças do aparelho respiratório e, de 5,1% do total de óbitos em Portugal, segundo dados do INE.

A fundadora do MOVA, Isabel Saraiva refere que “a população sabe o que é a pneumonia, mas desconhece os riscos que corre ao contraí-la. Falar de Pneumonia é falar de mortes, de morbilidades e de sequelas graves. Podemos preveni-las, basta que nos vacinemos”, relembrando que “qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura”.

A pneumonia pode deixar sequelas permanentes como bronquiectasias (deformação dos brônquios), compromisso da função pulmonar, permanência de tosse, expetoração ou falta de ar.

Segundo a MOVA, “grupos de risco como pessoas a partir dos 65 anos e quem, independentemente da sua idade, sofre de doenças crónicas, devem estar particularmente protegidos”, especialmente tendo em conta os atuais tempos de pandemia.

“No Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA reforça que a vacinação deve ser uma prioridade em todas as fases da vida. A vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direção Geral da Saúde (DGS) a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco – idosos, pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais”, pode ler-se no comunicado.

A vacina é gratuita para as crianças e alguns segmentos de adultos, para quem já se encontra em PNV, e é comparticipada pelo estado em 37% para a restante população. A sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença.

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Editorial | Jornal Médico
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