Medição rápida da arritmia em destaque na Semana de Consciencialização da Fibrilhação Auricular
DATA
16/11/2020 15:45:21
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Jornal Médico
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Medição rápida da arritmia em destaque na Semana de Consciencialização da Fibrilhação Auricular

“Detetar, Proteger, Corrigir e Aperfeiçoar" é o mote da Semana de Consciencialização para a Fibrilhação Auricular (FA), que arranca hoje e decorre até ao próximo dia 22. Esta campanha pretende incentivar o diagnóstico precoce da fibrilhação auricular através de uma verificação rápida no pulso.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia  - em conjunto com a com a Atrial Fibrillation Association  e a Arrhytmia Alliance – assinala o inicio da Semana de Consciencialização dando a conhecer a campanha global  que apela à deteção da arritmia através de um procedimento de medição no pulso com a duração de apenas 30 segundos.

A fibrilhação auricular carateriza-se por uma arritmia cardíaca crónica que é responsável por 20 a 30 % dos acidentes vasculares cerebrais isquémicos. Tem maior prevalência em Portugal a partir dos 40 anos, com 2.5% dos portugueses afetados, a partir dos 65 anos, uma em cada dez pessoas terá desenvolvido esta arritmia.

A sua deteção precoce e controlo são fundamentais para prevenir os acidentes vasculares cerebrais e facilitar uma melhor qualidade de vida nas faixas etárias com maior risco.

A partir dos 65 anos é importante fazer uma avaliação do ritmo cardíaco e das pulsões de forma regular, o que pode ser feito de forma simples através da autoavaliação do pulso.

O diagnóstico atempado ajuda a reduzir o risco de acidente vascular cerebral significativamente com a utilização da terapêutica anticoagulante, embora a arritmia possa causar um decréscimo da qualidade de vida, a intervenção terapêutica no tempo certo ajuda a controlar a arritmia e a melhorar a qualidade de vida do doente. 

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.