Covid-19: Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente suspendem cirurgias não urgentes
DATA
19/11/2020 10:23:55
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Jornal Médico
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Covid-19: Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente suspendem cirurgias não urgentes

Os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, em Lisboa, têm suspensas todas as cirurgias não urgentes que envolvam internamentos, nomeadamente atividade cirúrgica, no âmbito do alargamento da capacidade de resposta à pandemia de Covid-19.

O Centro Hospitalar Lisboa Norte, que integra os dois hospitais, comunicou a decisão através de uma circular interna, que foi comunicada aos médicos ao final do dia de quarta-feira, de acordo com vários órgãos de comunicação social.

Em declarações à TSF, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Daniel Ferro, disse que esta suspensão pode demorar três semanas ou dois meses, dependendo da evolução da situação.

“O ritmo da infeção, as necessidades que decorrem da infeção é uma dinâmica que depende não apenas dos sistemas de saúde, mas da atitude da população face à pandemia”, disse.

“Não podemos ter qualquer previsão se é uma situação que vai demorar três semanas ou dois meses”, frisou.

De acordo com a circular interna, "deverão ser desde já revistas as programações já efetuadas e adaptadas as planificações que doravante sejam realizadas".

A administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte acrescenta que "deverá manter-se a atividade de ambulatório, incluindo cirurgia de ambulatório, consultas e hospitais de dia".

Esta decisão foi tomada no âmbito do plano de contingência deste centro hospitalar para fazer face à necessidade crescente de vagas para internamento de doentes Covid-19, sendo que o conselho de administração sublinha que está a dar sequência a orientações da tutela dirigidas à mobilização global dos recursos do Serviço Nacional de Saúde.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.