Covid-19: Santa Maria quase esgotou cuidados intensivos, mas pode duplicar capacidade
DATA
19/11/2020 11:42:26
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Covid-19: Santa Maria quase esgotou cuidados intensivos, mas pode duplicar capacidade

O Hospital de Santa Maria quase esgotou na quarta-feira a capacidade atual de cuidados intensivos para doentes Covid-19, com apenas uma cama livre, mas prevê alargar a capacidade para 28 vagas e, se necessário, chegar às 48.

Segundo explicou à Lusa fonte hospitalar, os dados de quarta-feira à noite indicam que estavam internados em cuidados intensivos 23 doentes com Covid-19 (para 24 vagas), que a capacidade pode ser de imediato alargada para 28 vagas e que, se necessário, o plano prevê uma expansão para o dobro (48 camas).

Em enfermaria estavam internados 98 doentes com Covid-19, para uma capacidade de 120 camas, mas o plano de contingência prevê a possibilidade de expansão da capacidade até às 200 vagas.

Na quarta-feira, o hospital suspendeu toda a atividade cirúrgica não urgente que implique internamento, por causa da necessidade de resposta à pandemia de Covid-19.

Contudo, manteve toda a atividade em ambulatório, incluindo a cirúrgica, as consultas (mesmo presenciais) e o hospital de dia.

Segundo uma circular do Centro Hospitalar Lisboa Norte, que abrange os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, esta decisão foi tomada “dando sequência a orientações da tutela dirigidas à mobilização global dos recursos no Serviço Nacional de Saúde.

Em declarações à TSF, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Daniel Ferro, disse que esta suspensão pode demorar três semanas ou dois meses, dependendo da evolução da situação.

“O ritmo da infeção, as necessidades que decorrem da infeção é uma dinâmica que depende não apenas dos sistemas de saúde, mas da atitude da população face à pandemia”, disse.

“Não podemos ter qualquer previsão se é uma situação que vai demorar três semanas ou dois meses”, frisou.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas