Desafios, novidades e oportunidades no tratamento da psoríase
DATA
27/11/2020 13:49:04
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Desafios, novidades e oportunidades no tratamento da psoríase

As novidades no tratamento da psoríase estiveram em foco no simpósio satélite “Terapêutica tópica da Psoríase: um novo paradigma na abordagem a longo prazo”, que decorreu no âmbito do 1.º Congresso Virtual de Dermatologia e Venereologia, com o apoio da Leo Pharma. Com moderação do dermatologista Paulo Filipe, a sessão, realizada a 22 de novembro, contou com os contributos de outros dois especialistas, Paulo Ferreira e Pedro Pontes.

A primeira apresentação esteve a cargo de Paulo Ferreira, coordenador da Unidade Psoríase, do Centro de Dermatologia do Hospital CUF Descobertas, que se debruçou sobre o tema “Utilização da terapêutica tópica a longo prazo no tratamento da psoríase em placa”. O dermatologista lembrou quais devem ser os objetivos da terapêutica da psoríase a longo prazo, a importância da adesão ao tratamento e qual papel da terapêutica tópica.

Concluiu que, por forma a se atingirem os objetivos da terapêutica a longo prazo e a favorecer a adesão por parte dos doentes, na maioria dos casos, as terapêuticas tópicas são uma opção viável. No entanto, devem ser privilegiadas aquelas que forem de simples posologia, não exigem uma alta frequência de aplicações e concentrem vários princípios ativos.

Numa segunda intervenção, “Porquê tratar a pele saudável?”, Paulo Ferreira explorou as alterações fisiopatológicas da psoríase, que justificam um tratamento a longo prazo numa pele aparentemente saudável e qual o contributo que o calcipotriol e dipropoionato de betametasona pode dar para este fim. Segundo o preletor, “o estado de inflamação latente e as alterações moleculares e genómicas permanentes das células da derme e epiderme criam as condições para que, em qualquer momento, possa haver uma recidiva.” Neste cenário, a terapêutica tópica à base de calcipotriol e dipropoionato de betametasona destaca-se por prevenir a resposta imunitária desregulada que medeia a recidiva.

Por sua vez, Pedro Pontes, coordenador do Serviço de Dermatologia do Hospital Lusíadas Lisboa, colocou à discussão a viabilidade, do ponto de vista de eficácia e segurança, do uso da terapêutica tópica à base de calcipotriol e dipropoionato de betametasona em regime de manutenção proactiva, tendo como referência o estudo PSO-LONG. A partir deste estudo, que comparou o uso deste fármaco em regime reactivo versus proativo, foi possível concluir que o regime terapêutico proativo de calcipotriol e dipropoionato de betametasona foi superior no intervalo até recidiva, na redução do número de recidivas e no aumento de dias em remissão; este esquema foi bem tolerado e com perfil de segurança sobreponível ao regime reativo; e ainda que não ocorreram alterações cutâneas, nem no metabolismo do cálcio nem do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenais.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

Mais lidas