Espuma de calcipotriol e dipropoionato de betametasona: estudo demonstra segurança terapêutica
DATA
27/11/2020 14:08:22
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Jornal Médico
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Espuma de calcipotriol e dipropoionato de betametasona: estudo demonstra segurança terapêutica

Um dos objetivos do estudo PSO-LONG foi avaliar a segurança da formulação combinada fixa da espuma de calcipotriol e dipropoionato de betametasona em regime terapêutico proativo da psoríase. Em particular, foi avaliada a incidência de efeitos adversos e os efeitos no metabolismo do cálcio e no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenais. Estes resultados foram apresentados e discutidos na apresentação de  Pedro Ponte, coordenador do Serviço de Dermatologia do Hospital Lusíadas Lisboa

Durante o estudo também foram monitorizados num subgrupo os efeitos adversos relacionados com o corticoide e os efeitos deste fármaco no metabolismo do cálcio e no eixo hipotálamo-hipofisário-suprarrenal.

Foram incluídos 650 doentes com psoríase, dos quais a maioria (82%) tinha doença moderada, equivalente a um score de PGA=3 e um valor médio de mPASI=8 e uma média da área de superfície corporal afetada BSA=8%. Os doentes começaram o estudo com um período de washout de quatro semanas, seguindo-se uma fase openlabel em que todos os doentes foram tratados com a espuma de calcipotriol e dipropoionato de betametasona nas respetivas lesões durante quatro semanas consecutivas. Só seguiram para a fase de randomização os doentes que não tiveram PGA ≥2 ou não tivessem apresentado uma redução de pontos no score de PGA. Chegaram à aleatorização 545 doentes que foram aleatorizados 1:1 para o grupo reativo ou para o grupo proativo.

No grupo reativo, os doentes receberam espuma de placebo suas vezes por semana e se recidivassem recebiam a espuma de calcipotriol e dipropoionato de betametasona diariamente durante quatro semanas consecutivas. O grupo proactivo recebia a espuma de calcipotriol e dipropoionato de betametasona duas vezes por semana e se recidivassem recebiam a mesma associação diariamente durante quatro semanas consecutivas. Terminada a fase de manutenção seguiu-se a fase de follow up de oito semanas sem terapêutica para vigilância de rebounds e efeitos adversos.

Em termos de segurança, verificou-se uma baixa incidência de efeitos adversos ao longo das 52 semanas, os quais foram maioritariamente ligeiros e, destacou o especialista, “não se reportou nenhum caso de atrofia cutânea.” O regime terapêutico proativo foi bem tolerado quando usado como manutenção a longo prazo e não se observaram efeitos clinicamente relevantes no metabolismo do cálcio ou do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenais.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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