Especialistas defendem que adoçantes continuam a ser a alternativa mais saudável ao açúcar
DATA
07/12/2020 16:10:43
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Especialistas defendem que adoçantes continuam a ser a alternativa mais saudável ao açúcar

Está cientificamente comprovado que o ser humano nasce com preferência pelo sabor doce, fazendo do açúcar um ator importante na sua dieta. Porém, estima-se que esta substância represente, em média, entre 13 a 25% da ingestão diária de um adulto, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde se situa entre os 5 e os 10%.

“É necessário reduzir o consumo de açúcares, tanto dos refinados como dos naturais”, afirma Adriana Gámbaro, professora e diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia Alimentar da Faculdade de Química da Universidade da República, no Uruguai, no webinar “Salud, Sabor Dulce y Placer: Es factible?”, organizado pela Sociedade Argentina de Nutrição e pela ISA - Associação Internacional de Adoçantes.

Embora a indústria alimentar tenha vindo a diminuir a quantidade de açúcar presente nos alimentos, a presidente da Sociedade Argentina de Nutrição, Monica Katz, considera que esta substância continua a ser utilizada de forma bastante inadequada.

Segundo o investigador e médico especialista em nutrição, Brian Cavagnari, “os ensaios clínicos controlados, aqueles que podem mostrar causalidade, concluem que a substituição de açúcares por edulcorantes sem calorias ajuda a diminuir a ingestão de energia e, consequentemente, o peso corporal dos adultos”.

A segurança dos adoçantes de baixas calorias aprovados tem sido repetidamente avaliada e confirmada pelos órgãos reguladores e científicos de avaliação de risco em todo o mundo, como o Comité Misto FAO/OMS de peritos no domínio dos aditivos alimentares (JECFA), a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). 

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

Mais lidas