Saúde Mental e Dermatologia: os principais destaques da edição 114 do Jornal Médico
DATA
11/12/2020 09:43:59
AUTOR
Jornal Médico
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Saúde Mental e Dermatologia: os principais destaques da edição 114 do Jornal Médico

A Saúde Mental é o tema em destaque na edição 114 do Jornal Médico. Na capa, o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Miguel Xavier, faz o diagnóstico da oferta do Serviço Nacional de Saúde e das necessidades, deixando a convicção de que os problemas se resolvem com medidas políticas.

Esta visão complementa-se com o do presidente da Sociedade Portuguesa de Psicodrama, Miguel Freire e Vasconcelos, que analisa o impacto da pandemia de Covid-19 sobre a saúde mental dos portugueses e defende a necessidade de mais estruturas intermédias.

Finalmente, o ator Ivo Canelas partilha o seu olhar sobre os temas que leva a palco com o monólogo “Todas as Coisas Maravilhosas”: depressão, relações interpessoais e suicídio. E deixa a mensagem de que a capacidade de adaptação do ser humano é, ao mesmo tempo, a sua força e a sua fragilidade.

Outro tema em destaque nesta edição é a Dermatologia. No rescaldo da reunião magna dos dermatologias portugueses, o presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Miguel Correia, dá conta das consequências da pandemia no acesso aos cuidados e uma delas é a identificação de casos de cancro da pele em formas mais avançadas.

Este primeiro Congresso Virtual de Dermatologia e Venereologia foi também o pretexto para uma entrevista com o presidente honorário da SPDV, António Poiares Baptista, que dá testemunho da sua história de vida que se confunde com o percurso da especialidade em Portugal.

Ainda sobre Dermatologia, o Jornal Médico apresenta as principais ideias partilhadas no Derma Innovation Summit, uma iniciativa da Novartis, com o apoio da SPDV, e que se propôs pensar o futuro desta especialidade.

Nesta edição merece igualmente destaque a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, cujo dia mundial se assinalou a 18 de novembro. Em entrevista, o pneumologista Gustavo Reis aborda as principais questões que se colocam ao diagnóstico e à terapêutica, sublinhando as desigualdades nacionais de acesso à espirometria como um dos fatores que contribuem para o subdiagnóstico e subtratamento.

Ainda sobre DPOC, o diretor clínico do Hospital de Santa Isabel, Agostinho Marques, partilha esta visão do subdiagnóstico, considerando nuclear o contributo dos médicos de família.

Mais há mais para ler. A endocrinologista Selma Souto aborda o problema da obesidade nas idades pediátricas; o endocrinologista Miguel Melo fala sobre as novas terapêuticas na diabetes tipo 2; o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Rui Tato Marinho, debruça-se sobre as relações entre esta especialidade e a Medicina Geral e Familiar; a presidente da Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas, Elsa Frazão Mateus, escreve sobre o impacto de viver com gota.

Há lugar ainda para partilhar a investigação de Luís Bento, aluno de doutoramento em Ciências da Comunicação, sobre imagiologia estética.

Este mês, As Escolhas de são assinadas pelo presidente da Federação Portuguesa do Pulmão, José Neves, e a opinião pertence ao presidente da Associação Portuguesa de Infeção Hospitalar, Lúcio Meneses de Almeida, e ao médico de família Rui Cernadas. O editorial dá a palavra ao presidente eleito da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.