Covid-19: Coimbra desenvolve simulador que prevê risco de contágio no interior de edifícios
DATA
30/12/2020 17:54:40
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Jornal Médico
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Covid-19: Coimbra desenvolve simulador que prevê risco de contágio no interior de edifícios
Um cientista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu um simulador “capaz de prever a quantidade de vírus SARS-CoV-2 inalada pelas pessoas em ambientes no interior de edifícios”, foi hoje anunciado.

O simulador, designado “Covid-19 - calculador da dose de exposição”, foi desenvolvido pelo cientista Manuel Gameiro da Silva.

Segundo a Universidade de Coimbra (UC), “considerando a intensidade da fonte, a dimensão do espaço, o caudal de ar existente - que possa atenuar a carga viral -, o uso ou não de máscara e o tempo de permanência previsto”, o modelo informático desenvolvido pelo investigador da FCTUC, “consegue determinar a quantidade de vírus inalada no período de permanência nesse ambiente”.

O catedrático, citado numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, refere que a ferramenta pode ser “muito útil” para a gestão de edifícios (escolas, escritórios, etc.), pois “consegue prever os mais diversos cenários, possibilitando assim a adoção de medidas para evitar o risco de contágio”.

“Imaginemos uma sala de aula: sabendo a dimensão da sala, os alunos que vão estar presentes, a duração da aula e o caudal de ar no espaço, o simulador permite prever o nível de exposição a que cada utilizador vai estar sujeito em cada momento, o que permite tomar medidas para mitigar o risco, por exemplo, abrir janelas para renovar o ar ou reduzir o tempo de permanência na sala de aula”, exemplifica Manuel Gameiro da Silva.

A vantagem “é que simula simultaneamente as evoluções das concentrações do vírus e do CO2 metabólico, com base no conjunto dos fatores que são importantes na cadeia de transmissão da covid-19, permitindo uma abordagem mais informada na tomada de decisões relacionadas com a gestão de edifícios e respetivos equipamentos”, acrescenta o cientista da FCTUC.

O investigador “tenciona agora adaptar o modelo a uma App (aplicação informática) simples e intuitiva, de modo a que qualquer cidadão possa utilizar esta ferramenta”, remata a UC.

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Editorial | Gil Correia
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