Cerca de 500 novos médicos iniciam internato da especialidade de Medicina Geral e Familiar
DATA
06/01/2021 09:21:36
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Jornal Médico
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Cerca de 500 novos médicos iniciam internato da especialidade de Medicina Geral e Familiar

Cerca de 500 novos internos ingressaram no internato da especialidade de Medicina Geral e Familiar (MGF) em todo o território nacional.

Com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a cerimónia decorreu online e contou também com a participação do Presidente do Conselho Nacional do Internato Médico, João Carlos Ribeiro, do Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e do médico intensivista Gustavo Carona.

O secretário de estado dirigiu-se aos internistas referindo os desafios que a pandemia trouxe ao processo formativo, considerando que embora seja uma experiência difícil o internato prepara e capacita os médicos. 

António Lacerda Sales destacou o esforço que tem sido desenvolvido pela Ordem dos Médicos, pelo Conselho Nacional do Internato Médico, pelo serviços e estabelecimentos de saúde, mas também pelo Estado, no sentido de aumentar o número de capacidades formativas, destacando que, no Internato Médico de 2020 foram disponibilizadas 1.818 vagas, um número superior às 1.612 vagas atingidas em 2015. O secretário de estado referiu também que o governo vai continuar a trabalhar para garantir a hierarquização da carreira e que tem procurado reverter um conjunto de constrangimentos que impediam essa hierarquização.

Os primeiros dias do internato serão dedicados às sessões de apresentação dos internos nos respetivos agrupamentos de centros de saúde (ACeS) e pelas receções no internato da especialidade em cada uma das coordenações regionais do internato de MGF.

Na Região Centro entram este ano no 1º ano de internato de MGF 88 médicos, mais seis do que em 2020. Hoje, dia 6 de janeiro, a coordenação do internato da Região Centro vai realizar uma sessão, via plataforma Teams, para todos os internos da região. Cada ACeS na região irá também organizar uma receção local aos internos colocados.

“Lançámos o desafio a cada unidade que recebe internos de preparar o seu acolhimento e em equipa planearem as estratégias a desenvolver, pela unidade, que possibilitem a aquisição das aptidões e competências definidas para o primeiro ano desses internos. Depois de aprovado em reunião médica, esse plano deve ser enviado para o Conselho Clínico e de Saúde do respetivo ACeS para validação e depois devem ser partilhados por todas as unidades”, explica o novo coordenador do internato de MGF da Região Centro, José Augusto Simões.

Em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), os novos internos apresentaram-se nos serviços de recursos humanos dos respetivos ACeS e nas suas direções de internato Médico de forma presencial ou online. Tendo sido realizada uma reunião online através da plataforma Zoom, onde foram recebidos pelo Conselho de Administração da ARSLVT e pela Coordenação e Direções de Internato Médico de Medicina Geral e Familiar da Região de LVT.

Nos Açores, dez médicos iniciaram o internato de MGF, menos três do que ano passado. Serão distribuídos pelas Unidades de Saúde de Ilha de S. Miguel, Pico e Terceira. A sessão foi realizada em teleconferência, integrando uma saudação de boas vindas, as apresentações dos novos internos e dos orientadores, a designação dos orientadores e a apresentação do programa de formação em linhas gerais.

Segundo Gabriela Amaral, coordenadora do internato de MGF naquela Região Autónoma, “os próximos meses serão de pandemia e por isso a formação reveste-se de alguma incerteza quanto à qualidade desejável, já que a atividade assistencial quer hospitalar, quer nos CSP, ainda não regressou totalmente ao seu habitual. A colaboração dos internos tem sido valiosa. É uma experiência diferente, quer em termos organizativos, quer ao nível da prestação dos cuidados. Tem havido um equilíbrio entre esta ajuda e o cumprimento dos objetivos formativos. Em 2020 os cursos curriculares foram ministrados por via digital e penso que, em 2021, seguiremos o mesmo modelo de lecionação”.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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