INSA confirma aumento esperado da prevalência da variante do Reino Unido em Portugal
DATA
21/01/2021 14:47:39
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



INSA confirma aumento esperado da prevalência da variante do Reino Unido em Portugal
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do núcleo de bioinformática do seu departamento de doenças infeciosas, estima que, desde o início de dezembro, tenham sido registados, a circular em Portugal, cerca de 30 mil casos com a variante recentemente identificada no Reino Unido.

De acordo com os investigadores, tendo em conta os dados da semana (11-17 janeiro), na qual foram confirmados laboratorialmente cerca de 10 mil casos diários, “a prevalência estimada da nova variante foi de cerca de 13%”. Para a determinação desta prevalência foi utilizada uma ferramenta em tempo real, desenvolvida no âmbito da colaboração entre o INSA e a Unilabs.

“Através da sequenciação genómica, foi determinada uma correlação forte entre a falha na deteção do gene ‘S’ em alguns testes de diagnóstico e a presença da variante do Reino Unido, com um valor preditivo acima dos 95%, permitindo estabelecer a prova de conceito da validação da utilização deste gene para a identificação da ‘variante do Reino Unido’”, explica o INSA.

A instituição sublinha ainda que, de acordo com dados analisados até 20 de janeiro, se observou “um crescimento da frequência relativa da variante do Reino Unido a uma taxa de 70% por semana, pelo que as estimativas apontam para que, daqui a três semanas, esta variante possa representar cerca de 60% de todos os casos Covid-19 em Portugal”.

De forma a alargar a vigilância com base na sequenciação genética, o INSA está a receber amostras referentes ao mês de janeiro, provenientes de dezenas de Laboratórios de todo o país. Com isto, pretende fazer a monitorização alargada e com representatividade geográfica, da emergência, evolução e distribuição de todas as variantes genéticas do SARS-CoV-2 que circulem em Portugal.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.