Covid-19: Hospitais privados com 894 camas afetas ao SNS e 230 doentes
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28/01/2021 17:32:43
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Jornal Médico
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Covid-19: Hospitais privados com 894 camas afetas ao SNS e 230 doentes

Os hospitais privados têm 894 camas afetas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e um total de 230 doentes internados com Covid-19, 51 em cuidados intensivos. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar.

“Face às solicitações do ministério da Saúde, das administrações regionais de saúde e dos hospitais [públicos], os hospitais [privados] têm correspondido às necessidades”, afirmou Óscar Gaspar durante uma audição na comissão eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença Covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

Adiantou que, no primeiro momento da pandemia, em março, “de acordo com o que foi solicitado pela Direção-Geral de Saúde, cinco hospitais privados foram referenciados para receber doentes com Covid, num total de 354 camas no Porto, em Lisboa e em Lagos”.

O presidente da APHP referiu que, a partir do final de outubro, os hospitais privados voltaram a ser “interpelados por parte das autoridades de saúde para um reforço da colaboração, primeiro na região Norte e, mais recentemente, na região de Lisboa e Vale do Tejo”.

Alertou ainda ser “bastante importante que, da parte da DGS, houvesse alguma indicação sobre a planificação para a primavera” do combate à pandemia.

“Daqui a menos de dois meses estamos a entrar na primavera e os planos devem fazer-se atempadamente e serem conhecidos com a devida antecedência para poderem ser levados à prática”, concluiu.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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