Comissão Europeia inicia resposta sobre bio-defesa
DATA
01/02/2021 09:56:21
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Jornal Médico
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Comissão Europeia inicia resposta sobre bio-defesa

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reuniu-se com os presidentes executivos das farmacêuticas com as quais a comissão assinou Acordos de Compra Antecipada de vacinas, para iniciar o trabalho de preparação europeu sobre a bio-defesa.

A reunião realizada através de videoconferência teve como objetivo “lançar o trabalho sobre a preparação europeia para a bio-defesa”, refere a Comissão Europeia em comunicado, lembrado que irá criar uma Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências de Saúde (HERA, na sigla em inglês), visando conferir uma “abordagem mais estruturada” à preparação para uma pandemia.

Além dos presidentes executivos da BionNTech/Pfizer, Moderna, AstraZeneca, Johnson & Johnson, Curevac e Sanofi, participaram também na reunião por videoconferência os comissários europeus Stella Kyriakides e Thierry Breton, o conselheiro especial da presidente da Comissão Europeia para o novo coronavírus, Peter Piot, e Moncef Slaoui, bem como o diretor executivo da Agência Europeia de Medicamentos, Emer Cook.

O trabalho com a indústria farmacêutica permitiu focar ambos em “melhorar a preparação” da Europa para enfrentar “uma pandemia a médio prazo” e em ajudar a defrontar os “desafios mais imediatos” relacionados com a coviod-19, esclarece ainda o comunicado da Comissão Europeia, adiantando que a HERA vai ajudar a “antecipar ameaças e identificar respostas”, pelo que a indústria será um “importante parceiro”.

Na preparação da HERA, uma resposta piloto já está a ser lançada sobre a preparação da bio-defesa europeia.

O objetivo é o de financiar a conceção e desenvolvimento de vacinas e aumentar a sua produção a curto e médio prazo, além de também visar as variantes do SARS-Cov-2, lê-se na nota divulgada.

A pandemia de covid-19 evidenciou que as "capacidades de produção são um fator com limites", daí que seja "fundamental enfrentar esses desafios”, indica.

Além disso, o surgimento de novas mutações que causam preocupação aumenta a “ameaça iminente de uma menor eficácia das vacinas recentemente aprovadas", pelo que “é crucial” preparar-se para o aparecimento de tais variantes, salienta-se ainda no comunicado.

Na reunião, a discussão havida explorou ainda os requisitos para seja possível haver um “muito rápido desenvolvimento, fabricação e aprovação regulamentar de vacinas na União Europeia para as variantes do vírus.

Tratou-se de uma reunião “muito construtiva e com inúmeras sugestões práticas”, pode ler-se ainda no comunicado, em que se diz que outras discussões com a indústria farmacêutica e com outros setores relevantes poderão realizar-se nas próximas semanas.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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