Covid-19: Vacina da Johnson & Johnson apresenta eficácia de 85%
DATA
01/02/2021 14:44:14
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Jornal Médico
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Covid-19: Vacina da Johnson & Johnson apresenta eficácia de 85%

A vacina da Johnson & Johnson, empresa farmacêutica americana, apresentou eficácia de 85% na prevenção da Covid-19 e demonstrou proteção completa contra internamento e morte. Este novo fármaco tem a vantagem de ser tomado apenas uma vez e manifesta proteção completa após o 28.º dia de vacinação em casos muito graves.

De acordo com a farmacêutica, os testes realizados na fase 3 cumpriram todos os pressupostos previstos de segurança e eficácia da vacina, comprovados em 43 783 participantes, dos quais 468 com casos sintomáticos de Covid-19. Os participantes destes testes foram de diferentes geografias, incluindo doentes infetados com novas variantes do vírus.

“Estes resultados representam um momento promissor. O potencial para reduzir significativamente o fardo de doenças graves, ao fornecer uma vacina eficaz com apenas uma imunização, é uma componente crítica da resposta global de saúde pública”, disse o vice-presidente do comité executivo e diretor científico principal da empresa, Paul Stoffels, em comunicado.

Acrescenta que “a Organização Mundial de Saúde considera que uma vacina de uma só dose é a melhor em cenários pandémicos, melhorando o acesso, a distribuição e o cumprimento. Oitenta e cinco por cento de eficácia na prevenção de doenças graves da Covid-19 e na prevenção de intervenções médicas irão potencialmente proteger centenas de milhões de pessoas de resultados graves e fatais da Covid-19”.

A vacina revelou-se 72% eficaz nos testes realizados nos Estados Unidos, sendo 66% eficaz na América Latina e 57% na África do Sul, na prevenção de casos de Covid-19 moderados a graves, após 28 dias da vacinação.

“O nosso objetivo desde o início tem sido criar uma solução simples, eficaz para o maior número de pessoas possíveis e ter o máximo impacto para ajudar a acabar com a pandemia", afirmou presidente e CEO da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, em nota enviada.

No prazo de uma semana a empresa irá pedir ao regulador farmacêutico norte-americano autorização para o uso de emergência da vacina nos Estados Unidos, seguindo-se o pedido aos reguladores do resto do mundo.

A Johnson & Johnson garantiu que a vacina é segura, podendo ter reações como febre, semelhantes a outros fármacos, mas não indicou que tenham ocorrido reações alérgicas graves durante os testes.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

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