90% dos profissionais de saúde com imunidade após primeira dose da vacina contra Covid-19
DATA
08/02/2021 09:48:20
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Jornal Médico
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90% dos profissionais de saúde com imunidade após primeira dose da vacina contra Covid-19
Um estudo conduzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e pelo Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. (CHLO) revelou que dos primeiros 1000 profissionais de saúde, vacinados em dezembro de 2020, 90% desenvolveu anticorpos logo nas três semanas seguintes à administração da primeira dose. Esta recolha de dados tem sido recomendada pela Organização Mundial da Saúde para acompanhamento da introdução da nova vacina a nível internacional.

Em comunicado, a entidade refere que “todos os participantes foram testados para a presença de anticorpos dirigidos ao vírus antes da toma da vacina e três semanas após a administração da primeira dose. Numa segunda fase, os mesmos profissionais serão testados três semanas após a toma da segunda dose. A duração da resposta imunitária será acompanhada em fases seguintes agendadas ao longo do ano”.

“A proximidade entre a ciência e os hospitais, é mais do que nunca crucial no combate a esta doença pouco conhecida. As novas vacinas são uma conquista fantástica da ciência e o que nos dá esperança para o nosso futuro comum. Seguir a implementação destas vacinas é muito importante para garantir a eficácia e durabilidade da sua ação de uma forma independente”, afirma a diretora do Instituto Gulbenkian de Ciência, Mónica Bettencourt-Dias.

Carlos Penha-Gonçalves, investigador da Gulbenkian envolvido na implementação do estudo, garante que “é necessária a monitorização da aplicação da vacina, em diferentes contextos e diferentes populações, para garantir aquilo a que os cientistas chamam de ‘evidência no mundo real’.

Na ótica hospitalar, a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, E.P.E., Rita Perez, reforça que “as vacinas são seguras e a adesão tem sido extraordinária. Importa acompanhar a sua introdução para garantir que cumpre o seu objetivo de proteção dos que estão na linha da frente e que é um forte mecanismo de contenção da pandemia”.

A Gulbenkian pretende, ainda, alargar este estudo monitorizando outras faixas etárias da população, e diferentes vacinas quando disponíveis a nível nacional, em parceria com outros hospitais e autarquias. O conjunto de dados recolhidos serão partilhados com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge que agilizará, com as Agências Europeias (ECDC), a monitorização nacional alargada o que vai permitir fornecer informação para possíveis atualizações das recomendações de políticas globais, pode ler-se em nota enviada.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

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