Estudo indica que pandemia teve impacto negativo na saúde mental dos jovens
DATA
24/02/2021 18:04:15
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Jornal Médico
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Estudo indica que pandemia teve impacto negativo na saúde mental dos jovens
Um estudo realizado por uma equipa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) concluiu que a pandemia de Covid-19 teve um significativo impacto negativo na saúde mental dos jovens portugueses, especialmente nos níveis de depressão e de ansiedade.

De acordo com Universidade de Coimbra, em comunicado, os resultados preliminares “mostram que 14% dos adolescentes, com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos e uma média de idades de 14 anos, apresentam sintomatologia depressiva elevada (acima do percentil 90) durante a pandemia de Covid-19, uma percentagem superior à encontrada num estudo conduzido pela mesma equipa de investigadores durante a crise financeira portuguesa de 2009-2014, que era de 8%”.

Ana Paula Matos, docente da FPCEUC e líder do estudo, sublinha que “a equipa verificou também um aumento de emoções negativas, como tristeza, medo e raiva, e de sintomas de ansiedade e uma descida da felicidade”, esclarecendo que as raparigas “estiveram sempre em desvantagem, apresentando níveis de medo, tristeza e raiva significativamente mais elevados do que os rapazes”.

Posteriormente, na segunda vaga da pandemia em Portugal, em novembro/dezembro de 2020, em que se registou um aumento de casos na população mais jovem, parte da amostra (122 adolescentes) foi reavaliada, “tendo-se verificado nova subida dos níveis de medo, assim como um aumento significativo de sintomas de ansiedade, comparando os dois momentos da pandemia” (primeira e segunda vagas)”, indica Ana Paula Matos.

“As raparigas apresentaram níveis significativamente mais elevados do que os rapazes, de medo, tristeza e raiva, quer antes do surto pandémico de Covid-19, quer nas duas vagas da pandemia», indica a docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC)”, acrescenta.

Os resultados obtidos neste estudo, conclui Ana Paula Matos, “salientam a necessidade de se dotarem os jovens de mecanismos de proteção para a depressão, promovendo competências de autocompaixão e mindfulness e uma perceção mais positiva de si próprio/a”.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

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