União Europeia precisa de mais 11 milhões de profissionais de saúde e de cuidados continuados até 2030
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26/02/2021 09:47:16
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Jornal Médico
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União Europeia precisa de mais 11 milhões de profissionais de saúde e de cuidados continuados até 2030
O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (CE) revelou que a União Europeia (UE) precisa de mais 11 milhões de profissionais de saúde e de cuidados continuados até 2030 "para satisfazer as necessidades de uma sociedade que envelhece”.

Um estudo divulgado pela Comissão revela que a migração e a mobilidade intracomunitária desempenham um papel importante, já que uma maior mobilidade poderá ajudar a UE a satisfazer a procura de trabalhadores sanitários e de cuidados de longa duração, apesar de destacar que grande parte da procura está a ser coberta a nível nacional.

Em 2018, havia quase dois milhões de trabalhadores sanitários e de cuidados continuados na UE que trabalhavam num país diferente do país de nascimento, destacou a Comissão em comunicado.

No entanto, apesar de o número destes trabalhadores nascidos no estrangeiro ter crescido nos últimos anos, é significativamente menor do que em outros países, como o Reino Unido ou os Estados Unidos.

Estes trabalhadores também não estão repartidos de forma homogénea, destaca a CE no comunicado, já que mais de dois terços estão empregados em apenas cinco países da UE: Alemanha, Itália, Suécia, França e Espanha.

A informação recolhida identifica obstáculos que, se forem ultrapassados poderiam ajudar a fomentar a mobilidade e a “libertar o potencial da migração de terceiros países para aliviar a pressão da escassez de mão de obra” no setor.

Entre os obstáculos está a inexistência de “canais de migração específicos” na UE para atrair trabalhadores estrangeiros de saúde e de cuidados continuados.

O estudo destaca também a escassez de associações internacionais para a contratação de pessoal sanitário e de cuidados de longa duração.

“A Europa é um continente que envelhece”, sublinhou a vicepresidente da CE para a Democracia e a Demografia, Dubravka Suica, no comunicado, acrescentando que o repto comum da UE será “garantir cuidados de longa duração acessíveis, exequíveis e de qualidade”, assim como uma mão de obra adequada.

A comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, defendeu na nota que esta informação é “uma contribuição oportuna no momento em que a Europa enfrenta um dos principais desafios de uma sociedade que envelhece”.

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Editorial | Jornal Médico
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