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Gastrenterologistas alertam para necessidade de um programa de rastreio
DATA
01/03/2021 10:06:38
AUTOR
Jornal Médico
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Gastrenterologistas alertam para necessidade de um programa de rastreio
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia alertou para a necessidade de um programa nacional de rastreio para recuperar os exames não realizados no ano passado, sublinhando que há capacidade instalada nos serviços públicos e privados que deve ser aproveitada.

De acordo com os dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Gatrenterologia (SPG), no ano passado foram disponibilizados menos 150 mil preparados intestinais, usados para que o intestino possa ser convenientemente observado, uma redução de mercado que ronda os 30%.

“Isto reflete aquilo que tivermos a perceção imediata durante o ano passado, que foi de uma enorme redução no número de procedimentos que fizemos, fosse com intuito de diagnóstico, fosse exclusivamente para aquilo que se chama o rastreio do cancro do cólon e reto”, disse à agência Lusa o presidente da comissão da prevenção do cancro do colon da SPG, Guilherme Macedo.

Na véspera do Mês Europeu de Luta Contra o Cancro do Intestino, o responsável explicou que esta redução nos preparados vendidos “tem impacto em todas as frentes dos exames por colonoscopia”.

Sublinhou ainda que “essa redução teve como consequência imediata indiscutivelmente uma redução do número de novos diagnósticos e, mais importante do que isso, uma redução do número de pessoas a quem podíamos evitar de todas as formas o aparecimento do cancro do cólon e reto”.

Guilherme Macedo defendeu que existe uma capacidade instalada em Portugal nos serviços de gastrenterologia públicos e privados para promover a prevenção endoscópica do cancro do cólon e reto e que essa capacidade “tem que ser majorada, explorada e utilizada”.

“Isso implica que haja uma visão integradora de todos estes protagonistas, isto é, deve-se pôr todos os profissionais competentes e capazes de fazer esta prevenção ao serviço deste grande objetivo que é a redução do número, e da mortalidade associada, de cancros de colon e reto”, reiterou.

O especialista defendeu igualmente que tal implica um programa “de três, quatro e, eventualmente, cinco anos, em que claramente se compreenda que o método de prevenção ideal é mais que o rastreio”.

“A prevenção faz-se com um procedimento em que nós estamos a olhar para a lesão e se decide se e quando é que podemos remover. Aí é que se faz a verdadeira prevenção”, reforçou.

“Se queremos mesmo reduzir a mortalidade e a importância do cancro do cólon e reto temos de ir para métodos de prevenção, mais do que métodos de rastreio. Se no mesmo procedimento fazemos rastreio e prevenção, estamos no melhor dos dois mundos que é isso que nós queremos oferecer aos portugueses”, concluiu.

 

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Editorial | Jornal Médico
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