APIC lança campanha de alerta para o enfarte agudo do miocárdio nas mulheres
DATA
01/03/2021 15:05:14
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Jornal Médico
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APIC lança campanha de alerta para o enfarte agudo do miocárdio nas mulheres
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover uma nova ação nacional de consciencialização para o enfarte agudo do miocárdio, com o tema “O enfarte também é feminino”. A iniciativa vai ser lançada no âmbito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala a 8 de março, com o objetivo de alertar a população para o facto de esta doença, também, atingir o sexo feminino.

“Em Portugal, a incidência do enfarte agudo do miocárdio continua a ser elevada. Esta realidade deve-se, em muito, ao estilo de vida contemporâneo. No mundo atual estamos constantemente sujeitos a elevados níveis de stress e de ansiedade e as mulheres não são exceção, pois muitas vezes vão acumulando funções profissionais e de gestão familiar”, explica o presidente da APIC, João Brum Silveira, em nota enviada.

Acrescenta que “além disso, também os fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, menopausa, tabagismo, excesso de peso e sedentarismo contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença”.

O coordenador nacional da campanha “Cada Segundo Conta”, em que se insere esta ação, Pedro Farto Abreu, refere que “nos últimos anos, têm sido feitos esforços no sentido de consciencializar a população em geral e os profissionais de saúde, para que se reconheça e se trate de forma célere o enfarte na população feminina”, sublinhando que “o subdiagnóstico nas mulheres poderá ocorrer devido à maior dificuldade que as mulheres reportam em identificar os sintomas, uma vez que, muitas vezes, ou não sentem uma dor tão intensa ou são capazes de a suportar por mais tempo”.

Os dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), desenvolvido pela APIC, indicam que, em 2020, “foram realizadas 3.817 angioplastias primárias para o tratamento do enfarte agudo do miocárdio, um aumento de 2,5 por cento, face ao ano anterior. Cerca de um quarto dos doentes tratados foram mulheres com uma média de idade de 68 anos, com um índice de massa corporal médio de 29,5, 26 por cento das quais fumadoras”, pode ler-se em comunicado.

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Editorial | Jornal Médico
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