Reforço do serviço público de saúde “ficará para o futuro”
DATA
03/03/2021 16:31:30
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Jornal Médico
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Reforço do serviço público de saúde “ficará para o futuro”
O secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales, considerou que o reforço feito pelo Governo na estrutura do serviço público de saúde no combate à pandemia causada pela Covid-19 “ficará para o futuro”.

“E aquilo que nos parece uma reforma conjuntural, porque surgiu em função de uma necessidade imperiosa que foi a pandemia, poderá ser muito bem uma grande reforma estrutural do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, afirmou António Lacerda Sales, na Guarda, na cerimónia de entrega de 15 unidades móveis de saúde aos municípios da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE).

 “Os profissionais de saúde que serão necessários, a nossa rede de expansão laboratorial, onde investimos mais de 8,4 milhões de euros pela expansão da rede de laboratórios públicos, a nossa capacidade de digitalização e de tecnologia digital, o nosso reforço na estrutura de saúde pública, tudo isto ficará para o futuro”, sublinhou.

“O que teria sido desta pandemia, se não fosse a capacitação do SNS?”, questionou.

Entre outros exemplos, lembrou que em 2020 o Governo reforçou o SNS em mais de 8.400 profissionais, as unidades de cuidados intensivos e a capacidade das enfermarias (que têm hoje mais de 19 mil camas).

No seu discurso, António Lacerda Sales, também referiu que os autarcas da CIM-BSE, com o projeto das unidades móveis de saúde, que pretendem “contribuir para o reforço da rede de infraestruturas de saúde, nomeadamente na prestação de cuidados de saúde domiciliários primários, cuidados paliativos e doença mental”, estão a dar um “inestimável” contributo ao país.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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