Termas de São Pedro do Sul avançam na investigação para a dermatite atópica
DATA
05/03/2021 09:18:07
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Termas de São Pedro do Sul avançam na investigação para a dermatite atópica
A Termalistur, que gere as Termas de São Pedro do Sul, viu aprovada uma candidatura que lhe permitirá prosseguir a investigação na área da dermatite atópica e criar uma gama de produtos cosméticos para este problema de pele.

“As Termas de São Pedro do Sul serão, assim, a primeira estância termal portuguesa a avançar para o desenvolvimento de uma gama de produtos cosméticos, com a inclusão de água termal, para aplicação dermatológica”, anuncia a empresa.

A candidatura AqvATOPIC foi apresentada ao Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, com um investimento total de 426.559,27 euros e um incentivo não reembolsável de 262.343,81 euros. O prazo de execução do projeto é de 30 meses.

Segundo a Termalistur, o objetivo é desenvolver “uma gama de produtos cosméticos inovadora, com eficácia, tolerância e aceitabilidade demonstradas cientificamente, para complementar o controlo ou atenuação de sintomas em doenças dermatológicas, nomeadamente no eritema e na dermatite atópica”.

Este projeto permitirá “o surgimento de uma marca portuguesa de cosmética termal que responda às necessidades dos doentes com pele atópica”, realça.

Com este objetivo, foi reunido um consórcio multidisciplinar constituído pela Termalistur, pela Universidade da Beira Interior e por um parceiro privado, com a colaboração da Câmara de São Pedro do Sul.

“As Termas São Pedro do Sul lideram, assim, mais um projeto de inovação que permitirá criar uma gama de produtos 100% portuguesa, inovadora e sustentável, transacionável e internacionalizável, que trará ainda mais notoriedade ao destino em particular e ao termalismo português em geral”, acrescenta.

A nova gama de produtos cosméticos direcionados para aplicação dermatológica a desenvolver no âmbito deste projeto “incluirá um ‘stick’ para limpeza, um hidratante emoliente e uma água termal suplementada”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.