Investigação sobre enxaquecas ganha prémio em neurociências
DATA
08/03/2021 09:44:38
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Jornal Médico
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Investigação sobre enxaquecas ganha prémio em neurociências

Um grupo de quatro neurocientistas foi distinguido, este ano, com o Brain Prize, o prémio mundial em neurociências, pela investigação sobre a enxaqueca que conduziu a tratamentos mais eficazes.

Lars Edvinsson (Suécia), Peter Goadsby (Reino Unido/Estados Unidos), Michael Moskowitz (Estados Unidos) e Jes Olesen (Dinamarca) foram galardoados com um prémio no valor total de cerca de 1,3 milhões de euros, anunciou a fundação dinamarquesa Lundbeck, que concede anualmente a distinção a neurocientistas com trabalho pioneiro.

Os quatro premiados descobriram “um mecanismo biológico que desencadeia a enxaqueca e levou ao desenvolvimento de tratamentos mais potentes, um trabalho que começou há mais de 40 anos”, explica a comissão organizadora.

Sublinha ainda que “os tratamentos, autorizados na Europa e nos Estados Unidos, traduzem-se na injeção de anticorpos monoclonais (anticorpos fabricados em laboratório) que, apesar de não curarem a enxaqueca, atuam como tratamento para aliviar ou prevenir as crises (a sua frequência e intensidade)” e que estes “anticorpos (proteínas) foram concebidos para se ligarem, nas células, a um recetor do mensageiro químico CGRP, produzido pelas células nervosas e que está envolvido no aparecimento da enxaqueca”.

“Ao ligar-se a este recetor, o medicamento impede que o CGRP se ligue ao recetor e cause a enxaqueca”, refere a Agência Europeia do Medicamento, numa nota informativa.

O Brain Prize será entregue em 25 de outubro, em Copenhaga.

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Editorial | Jornal Médico
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