ANEMD defende criação da carreira de médico dentista no SNS
DATA
09/03/2021 09:27:40
AUTOR
Jornal Médico
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ANEMD defende criação da carreira de médico dentista no SNS

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina Dentária (ANEMD) endereçou uma carta ao primeiro-ministro português, António Costa, a apelar à concretização da criação de uma carreira de médico dentista no Serviço Nacional de Saúde (SNS), enquanto medida para integrar a medicina dentária no serviço público de saúde.

 

“O senhor ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, por videoconferência transmitida nas redes sociais, referiu que é fundamental que consigamos reforçar o SNS, mas ampliar também a resposta em termos de saúde que o SNS dá e que a medicina dentária tem de estar no SNS, mas está fora”, explicou o ANEMD, em comunicado.

A associação congratulou o reconhecimento da importância da medicina dentária por parte do atual Governo, contudo, refere que “a carreira dos médicos dentistas no SNS está há mais de 3 anos a aguardar aprovação, pelo que não foram dados mais passos para a concretização dessa medida”.

Sublinha ainda que “o atual processo de recuperação económica e social é o momento ideal para implementar a reforma da saúde oral e dar um sinal importante no sentido de legitimar a medicina dentária como um bem essencial de saúde pública”.

“As saídas profissionais, a inserção no mercado de trabalho e o início da vida ativa constituem preocupações centrais da ANEMD, enquanto matérias que dizem respeito à empregabilidade e, portanto, ao futuro dos estudantes e ao culminar do seu percurso académico”, conclui.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.