Controlo da hipertensão em Portugal é o destaque da edição 117 do Jornal Médico
DATA
15/03/2021 12:37:00
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Jornal Médico
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Controlo da hipertensão em Portugal é o destaque da edição 117 do Jornal Médico

O presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Vítor Paixão Dias, ilustra a capa da edição 117 do Jornal Médico, e, em entrevista, refere que a maior parte dos hipertensos em Portugal não tem a doença controlada.

O médico internista defende uma abordagem multidisciplinar e integrada, olhando para o risco cardiovascular de uma forma global. Com o mandato a chegar ao fim, deixa também a sua visão sobre o excesso de mortalidade associado à pandemia de Covid-19, que, na sua opinião, se deve às doenças crónicas não transmissíveis.

No editorial, Clara Jasmins, membro da direção da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, chama a atenção para a necessidade de tirar lições sobre a nova forma de viver e cuidar da saúde que a pandemia fez desenvolver. Defende que é necessário apender a planear e retirar o melhor desta experiência para aplicar no futuro.  

Ainda a propósito da hipertensão, o coordenador da Unidade de Insuficiência Cardíaca Avançada do Hospital de Santa Cruz, Carlos Aguiar, destaca que o controlo de todos os hipertensos poderia evitar a ocorrência de 2000 enfartes agudos do miocárdio e 6000 acidentes vasculares cerebrais por ano. Por sua vez, Fernando Pinto, cardiologista e assistente graduado sénior do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, afirma que é necessário tratar a pressão arterial por baixo do valor definido como hipertensão.

Em foco nesta edição esteve a nova classificação da diabetes que permite aplicar o tratamento mais eficazmente. João Sérgio Neves, especialista no Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar Universitário de São João, aborda de forma aprofundada esta nova classificação e explica como pode ser aplicada.

Também em foco esteve a Medicina da Dor a propósito da realização do Congresso Astor 2021.  Promover um maior conhecimento dos profissionais de saúde sobre a Medicina da Dor foi o objetivo principal do congresso, sendo que os especialistas em Medicina Geral e Familiar estiveram entre o público-alvo desta iniciativa da Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor, cujo presidente, Javier Durán, entende que a chave da excelência da Medicina da Dor está na atenção primária. Uma mensagem corroborada pela diretora do Centro Multidisciplinar de Dor Beatriz Craveiro Lopes do Hospital Garcia de Orta, Alexandra Reis, que defende a necessidade de continuar a desenvolver e investir em estratégias de prevenção, em tratamentos eficientes e em investigação, de forma a minimizar o impacto negativo da dor e sofrimento na população portuguesa.

Ainda no âmbito da Medicina da dor, Dalila Veiga anestesiologista na Unidade da Dor do Centro Hospitalar e Universitário do Porto, abordou nesta edição do Jornal Médico alguns estudos recentes que evidenciam o potencial da capsaícina na modificação da dor neuropática localizada. Numa outra perspetiva, Raul Marques Pereira, especialista em Medicina Geral e Familiar, coordenador do Grupo de Estudos da Dor da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e diretor da Unidade de Convalescença do Hospital de Vila Verde, a avaliação da intensidade da dor, tão variável de pessoa para pessoa, deverá ser feita de forma sistemática, com escalas validadas e que devem ser repetidas na consulta de seguimento.

Rui Duarte, diretor de Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Médio Ave e docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho, explica o papel dos anti-inflamatórios na dor e na inflamação osteoarticular, cuja prevalência de utilização em doentes com mais de 65 anos chega a ser superior a 95%. Para chamar a atenção para os problemas da obesidade, a propósito do Dia Mundial da Obesidade, Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), dá a conhecer a sua visão sobre esta problemática e aborda a campanha da Sociedade e da Associação dos Obesos e Ex-Obesos de Portugal (ADEXO) que aponta cinco caminhos para mudar o rumo da forma como a obesidade é gerida em Portugal.

Como habitualmente a edição 117 abre espaço para a opinião do Presidente da Associação Portuguesa de Infeção Hospitalar, Lúcio Menezes de Almeida, para as tendências dos cuidados de saúde com Carlos Cruz, partner e líder de Life Sciences & Health Care da Deloitte, e para a participação de médicos internos de MGF.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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