LPCC divulga que 13% dos doentes oncológicos tiveram tratamentos suspensos por indicação médica
DATA
18/03/2021 14:31:58
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Jornal Médico
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LPCC divulga que 13% dos doentes oncológicos tiveram tratamentos suspensos por indicação médica
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) realizou um estudo com o objetivo de avaliar a perceção do impacto social, económico e psicológico da pandemia Covid-19 nos doentes oncológicos/sobreviventes de cancro e em familiares/cuidadores.

 

“Além do enorme impacto que o diagnóstico e o tratamento do cancro representam, doentes, sobreviventes e familiares e cuidadores, são agora confrontados com desafios adicionais, que passam pela necessidade de proteção em relação ao vírus, gerir a ansiedade e incerteza quanto à continuidade do tratamento médico, e adaptar-se às alterações nas rotinas diárias e familiares, incluindo a privação da autonomia e dos contactos sociais”, afirma Natália Amaral, membro da Direção da LPCC, em comunicado.

O estudo realizado a mais de 900 doentes oncológicos/sobreviventes de cancro e a mais de 300 familiares/cuidadores, residentes em Portugal, revelou que “13% dos doentes oncológicos tiveram tratamentos oncológicos suspensos por indicação médica; 2 em cada 10 doentes e 1 em cada 10 cuidadores ponderaram suspender, por sua iniciativa, os atos clínicos, por medo de se dirigirem aos hospitais e ainda que 57% dos doentes tiveram receio de serem infetados por outros doentes e profissionais de saúde”.

No caso dos cuidadores, “75% tiveram receio que o doente de quem cuidam pudesse ser infetado”.

No que diz respeito ao psicológico, “5 em cada 10 doentes oncológicos apresentou distress (sofrimento) emocional significativo durante a pandemia, valor que aumenta nos casos dos doentes que tiveram tratamentos suspensos (6 em cada 10 doentes)”. Demonstrando ainda, que “6 em cada 10 cuidadores com distress emocional significativo – os dados mostram que os cuidadores dos doentes oncológicos revelaram um maior impacto emocional durante a pandemia do que os doentes”.

Concluiu-se ainda que “3 em cada 10 doentes oncológicos e 4 em cada 10 cuidadores manifesta ansiedade significativa e que 2 em cada 10 doentes oncológicos e 2 em cada 10 cuidadores manifesta depressão significativa”.

“Por sua vez, 1 em cada 10 doentes e cuidadores diz ter sentido bastante a muitíssima dificuldade em pagar as despesas familiares, indicadores que demonstram o relevante impacto socioeconómico da pandemia nestes doentes”, pode ler-se em nota enviada.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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