Pneumoscópio: uma ferramenta de informação que vai ajudar à prevenção
DATA
29/03/2021 10:43:53
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Jornal Médico
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Pneumoscópio: uma ferramenta de informação que vai ajudar à prevenção

A partir de hoje, está disponível o Pneumoscópio, uma ferramenta de representação geoespacial que permite mapear o número de internamentos e mortalidade por pneumonia ou meningite, em Portugal Continental. Em entrevista ao Jornal Médico, o especialista em Medicina Geral e Familiar e coordenador do GRESP – Grupo de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Costa, sustenta que “a experiência dos últimos anos tem provado as vantagens da georreferenciação da informação em saúde, em especial na área da prevenção”.

 

“A representação geoespacial vai permitir traçar o perfil de ambas as patologias na respetiva área de atuação, ao mesmo tempo que poderemos visualizar a sua associação a indicadores sociodemográficos como o Produto Interno Bruto per capita, o grau de escolaridade, a qualidade térmica habitacional, a taxa de sedentarismo por faixa etária e o índice de poluição atmosférica, e em breve irá ter os dados de ICPC-2, que potenciará as análises referentes aos fatores de risco para estas patologias”, explicou o especialista.

Sublinhou ainda que também será possível fazer a representação geográfica e relacionar os números com outros indicadores, “como os sociodemográficos, tendo a informação apresentada por diferentes níveis de desagregação, ARS, ACES e, nalguns casos, concelhos”.

“É essencial que compreendamos o ecossistema em que as populações vivem – revelar-se-á essencial na construção de estratégias de prevenção e de atuação para a mitigação do impacto das doenças”, destacou.

Para investigadores, profissionais de saúde e decisores, “o pneumoscópio revelar-se-á particularmente útil à investigação, bem como um importante apoio na construção de estratégias de prevenção e na atuação para a mitigação do impacto destas doenças”, reiterou.

Além disso, possibilita a sensibilização “do público em geral para o peso destas patologias, não só a nível nacional, como na zona em que cada pessoa reside”.

“Permite que tomemos conhecimento dos fatores de risco a que devemos estar atentos”, finalizou.

A comissão científica do projeto inclui Carlos Rabaçal, médico no Hospital de Vila Franca de Xira, a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM), a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), o Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA), a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP) e o Grupo de Doenças Respiratórias (GRESP) da APMGF.

Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
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O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.