OM diz que esforço para formar médicos não tem sido aproveitado em Portugal
DATA
07/04/2021 11:40:11
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Jornal Médico
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OM diz que esforço para formar médicos não tem sido aproveitado em Portugal

A Ordem dos Médicos (OM) considerou que o esforço para formar médicos de qualidade não tem sido aproveitado em Portugal, destacando a urgência de revisão das condições de trabalho e recuperação das carreiras médicas.

A propósito dos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicam uma subida de 74,2% em 20 anos no rácio de médicos por 1000 habitantes, a OM afirma que “o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem cada vez menos condições para se reinventar e para ser um espaço de trabalho cativante, onde as pessoas sintam que há um projeto profissional a longo prazo”.

Em comunicado, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, sublinha que o “esforço feito para formar médicos de qualidade não tem sido aproveitado e que muitos dos médicos de excelência acabam por trabalhar no setor privado, social ou no estrangeiro.

Sublinha ainda que “o numerus clausus definido pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior triplicou nos últimos 20 anos e que as vagas identificadas pela OM para a formação médicas especializadas também têm sido constantemente superadas".

Segundo a publicação “Estatísticas da Saúde 2019”, do INE, “em 2019, Portugal contava com um rácio de 5,4 médicos por cada 1000 habitantes, ou seja, mais 2,3 médicos do que há 20 anos". Conforme o mesmo documento, o crescimento do número de médicos em Portugal foi mais elevado do que na restante União Europeia a 27, com 3,6% ao ano entre 2014 e 2018, quando na UE se ficou pelos 1,4%.

No total, a OM tinha 55432 médicos inscritos em 2019, ano a que se refere o INE, sendo que, “este número subiu para 57976 no final de 2020”.

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Editorial | Jornal Médico
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