Presidência Portuguesa e Comissão Europeia apelam a ação coordenada em matéria de vacinas
DATA
08/04/2021 10:15:20
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Presidência Portuguesa e Comissão Europeia apelam a ação coordenada em matéria de vacinas
A Presidência Portuguesa e a Comissão Europeia, após reunião informal de ministros da Saúde da União Europeia, apelaram à ação coordenada no que diz respeito a matéria de vacinas. Em causa estão as conclusões do relatório do Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) sobre a segurança da vacina Vaxzevria, anteriormente denominada de AstraZeneca.

Em comunicado, a EMA frisa “que existe a possibilidade de ocorrência de casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos associados a níveis reduzidos de plaquetas, identificados, na sua maioria, em indivíduos do sexo feminino com menos de 60 anos”.

Na reunião, a EMA garantiu ainda que “vai continuar a acompanhar eventuais efeitos secundários, desta e de todas as vacinas contra a Covid-19, atualizando recomendações em caso de necessidade”.

Os Estados-Membros da UE partilharam diferentes interpretações sobre as conclusões do relatório, tendo procurado, no entanto, clarificar com a EMA aspetos relacionados com a segurança da Vaxzevria. “Todos concordaram na necessidade de mais estudos de farmacovigilância para grupos específicos”, pode ler-se em nota enviada.

“Os ministros assumiram o compromisso de prosseguir com prioridade a discussão de matérias relacionadas com todo o processo europeu e o seu planeamento futuro”, refere o Ministério da Saúde.

"A segurança das nossas vacinas sempre foi fundamental no âmbito da estratégia da UE em matéria de vacinas. A avaliação de hoje mostra que o nosso sistema de farmacovigilância funciona: os efeitos colaterais suspeitos são relatados rapidamente, a informação é partilhada e os nossos peritos reúnem-se rapidamente para avaliar todas as provas disponíveis”, esclarece a Comissária Europeia para a Saúde e Segurança dos Alimentos, Stella Kyriakides, sublinhando que as decisões devem “basear-se no trabalho científico da EMA e numa avaliação rigorosa e contínua dos riscos e benefícios”.

“Hoje, apelo aos ministros da Saúde para que sigam uma abordagem coordenada em toda a Europa no sentido de melhorar a confiança dos cidadãos”, reitera.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

Mais lidas