Bastonário da OM diz que datas do desconfinamento “podem ser mantidas”
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15/04/2021 11:33:17
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Jornal Médico
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Bastonário da OM diz que datas do desconfinamento “podem ser mantidas”

O bastonário da Ordem dos Médicos considerou que as datas do desconfinamento, agendadas pelo Governo, “podem ser mantidas” desde que não se descure parâmetros como “a vacinação, os mecanismos de proteção individual, e a testagem em massa".

Miguel Guimarães que abordou o tema numa iniciativa da empresa responsável pelo primeiro ventilador produzido em Portugal com certificação europeia, na Póvoa de Varzim, apontou que este é “um momento crítico para evitar que se desconfine mal”, analisando que Portugal, em comparação com outros países, “ainda está numa boa situação, apesar do ligeiro aumento dos casos de Covid-19”.

“As datas do desconfinamento podem ser mantidas se tivermos muita atenção às questões da vacinação, da utilização dos mecanismos de proteção individual, e da testagem em massa. Se o fizermos, a taxa de sucesso será grande, mas temos de agir e não ficar apenas por palavras”, alertou o bastonário.

Insistiu ainda na questão da vacinação e na necessidade de “transmitir uma imagem de confiança às pessoas”.

“É preciso uma grande campanha para mostrar que temos que ter confiança nas vacinas. Todas elas têm um benéfico que ultrapassa, claramente, os potenciais riscos. Incluindo a da Johnson & Johnson, que seguramente estará em breve em utilização na Europa”, reiterou.

“Temos que vacinar o maior número de pessoas, mas não nos podemos dar ao luxo de abranger vários grupos. Todos são importantes, mas temos de priorizar as pessoas mais frágeis, que são as que têm mais idades, e eventualmente nichos mais específicos, como os doentes transplantados”, acrescentou bastonário da Ordem dos Médicos.

 Apelou ainda, que se insista numa estratégia comum europeia quanto aos critérios de inoculação com determinadas vacinas, nomeadamente a da AstraZeneca.

“Não é aceitável que a União Europeia, numa altura crítica, não tenha uma estratégia comum. Isso dá uma imagem de insegurança às pessoas. No caso da vacina da AstraZeneca, se Portugal utiliza para mais de 60 anos, França para 55 a Espanha para 50, por exemplo, e a Dinamarca decide aboli-la, o cidadão europeu não consegue perceber. Era necessária uma atuação igual. A confiança nas vacinas é umas das nossas principais armas”, rematou.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

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