Médicos de família alertam para importância da vacinação ao longo da vida
DATA
26/04/2021 09:33:15
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Jornal Médico
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Médicos de família alertam para importância da vacinação ao longo da vida

A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) alertou que a pandemia veio acentuar ainda mais a importância da vacinação na prevenção de doenças graves, lembrando que há vacinas que devem ser tomadas ao longo a vida.

“Esta pandemia veio acentuar ainda mais a importância da vacinação e da imunização contra doenças graves”, afirmou o presidente da APMGF, Nuno Jacinto, em declarações à Agência Lusa.

Sublinhou ainda que as vacinas são “uma das medidas de saúde pública com mais impacto e mais efetivas, que previnem contra muitas doenças, algumas delas mortais e a esmagadora maioria contagiosas”.

A propósito da Semana Europeia da Imunização, o responsável recordou que a vacinação é importante não só na infância, mas também na idade adulta, dando como exemplo as vacinas da gripe, a pneumocócica e a do tétano.

“Nós estamos muito habituados à vacinação, sobretudo na infância, e questionamos menos, mas a vacinação do adulto também existe. (…) Grande parte das vacinas são feitas logo nos primeiros anos de vida, mas começamos já a ter vacinas no Programa Nacional de Vacinação [PNV] para os adolescentes, como a do HPV, agora também para os rapazes, e a pneumocócica, para os doentes de risco e idosos”, afirmou.

Frisou que muitas vacinas são administradas na primeira infância, o que “permitiu controlar muitas doenças infeciosas e baixar a mortalidade e morbilidade infantil”, lembrando, contudo, que a vacinação “é eficaz sempre e ao longo da vida”.

Considera fundamental “continuar a passar a mensagem de tranquilidade, confiança e importância das vacinas”, que tem sido uma das prioridades nos cuidados de saúde primários.

“Essa foi sempre uma das áreas prioritárias nos cuidados de saúde primários. Sempre tivemos essa preocupação de manter ao máximo a vacinação e as vacinas do PNV, tal e qual como estavam prescritas. Foi sempre uma indicação que demos: ‘Se tiver vacina para fazer, por favor não atrase a vacinação’”, afirmou.

No que diz respeito às vacinas da gripe, considera-as essenciais “sobretudo nos grupos de risco”, reiterando que na maioria dos restantes casos se trata de uma doença ligeira e autolimitada, que todos sabem identificar e até aplicar as medidas de proteção que entraram na rotina por causa da pandemia e que são válidas para todas as doenças contagiosas.

Nuno Jacinto lembrou que, mesmo nas vacinas contra a Covid-19, com todas as incertezas relativamente aos efeitos secundários, “a vacinação suplanta em muito os riscos existentes”.

“Efetivamente, estas vacinas foram desenvolvidas num tempo recorde, um tempo muito mais breve do que o habitual nestas questões. Mas o que é um facto é que a evidência e os dados científicos apontam para que tenham enormes benefícios”, finaliza o responsável.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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