Apifarma apela à confiança na ciência e na investigação clínica
DATA
26/04/2021 14:47:20
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Jornal Médico
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Apifarma apela à confiança na ciência e na investigação clínica

A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) apelou à confiança na ciência e na investigação clínica, realçando que foram elas que permitiram alcançar soluções de saúde inovadoras como as vacinas e os medicamentos.

No âmbito da Semana Europeia da Vacinação, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que se assinala entre 26 de abril e 2 de maio, a Apifarma realça o contributo dos programas de vacinação para a saúde e apela à continuidade da vacinação de rotina, conforme comunicado enviado.

“É fundamental confiar na Ciência e na Investigação Clínica que possibilitaram alcançar soluções de saúde inovadoras, como sejam medicamentos, vacinas e meios de diagnóstico, eficazes, seguras e de qualidade. Esta é parte da missão da Indústria Farmacêutica”, sublinha a Apifarma.

A campanha, que tem como mote “As Vacinas Aproximam-nos”, nota também “o papel fundamental da vacina contra a covid-19 no início do regresso progressivo da sociedade ao seu quotidiano”.

O vice-presidente da Comissão Especializada de Vacinas da Apifarma, César Jesus, salienta que “a Indústria nunca desistirá de salvar vidas através da vacinação” e que “continuará a investigar soluções que permitam prevenir doenças graves”.

“Programas de Vacinação robustos, como é o caso do Programa Nacional de Vacinação (PNV) em Portugal, contribuem para prevenir doenças potencialmente fatais ou incapacitantes e permitem que milhões de pessoas cresçam saudáveis e desfrutem de um envelhecimento saudável. Por isso, os serviços de vacinação de rotina, disponíveis para prevenir inúmeras doenças, devem ser mantidos”, afirma a associação.

A OMS considera as vacinas “uma das maiores histórias de sucesso da medicina moderna”, ao evitarem entre 2 a 3 milhões de mortes por ano, o que se traduz em importantes ganhos em termos de saúde pública, como foi o caso da erradicação da poliomielite em muitas partes do globo e da varíola no mundo.

A associação enfatiza que para além de salvarem vidas, “os programas de vacinação com uma implementação sustentada e em grande escala são um dos investimentos mais custo-efetivos na área da Saúde Pública”, uma vez que previnem formas graves de doenças, aliviando assim a pressão nos sistemas e nos orçamentos da saúde.

O coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, assume que “o mundo como o conhecemos só é possível devido ao impacto das vacinas na erradicação e prevenção de doenças que dizimavam milhões de vidas todos os anos”.

Também citado no comunicado da Apifarma, o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, refere que “as vacinas salvaram milhões de vidas e continuam a ser a forma mais segura e custo-efetiva de proteger as populações”, defendendo igualmente a necessidade de apostar no reforço dos programas de vacinação.

A indústria das vacinas é uma das áreas que lidera os processos de Investigação & Desenvolvimento (ID) na Europa, refere a Apifarma, sublinhando que esta atividade, que contribui para a descoberta de novas vacinas, é conduzida em 12 centros de investigação, localizados em oito países.

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Editorial | Jornal Médico
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